Ibovespa cai forte e opera abaixo dos 188 mil pontos com pressão da Petrobras

Por Clara Assunção 13 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ibovespa cai forte e opera abaixo dos 188 mil pontos com pressão da Petrobras

O Ibovespa renovou mínimas na tarde desta quinta-feira, 12, e passou a cair mais de 1%, em linha com o recuo das bolsas de Nova York e pressionado pelo desempenho de pesos-pesados como Petrobras e pela virada da Vale.

Por volta das 15h30 (horário de Brasília), o principal índice da B3 recuava 1,44%, aos 186.959 pontos, nova mínima intradiária do dia. No mesmo horário, o dólar, que abriu em queda, invertia o sinal e subia 0,38%, cotado a R$ 5,207.

O movimento acompanha o aumento da aversão a risco no exterior. Em Wall Street, os principais índices ampliaram a queda, levando investidores a buscar proteção nos Treasuries. Os rendimentos dos títulos do governo americano recuam, refletindo essa demanda por ativos considerados mais seguros.

O mercado digere a queda nos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, após dados fortes de criação de vagas divulgados na véspera, e mantém cautela antes da divulgação dos números de inflação nesta sexta-feira, além de discursos de autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Os pedidos seguro-desemprego nos EUA somaram 227 mil na semana encerrada no dia 07 de fevereiro, de acordo com os dados divulgados nesta quinta pelo Departamento do Trabalho do país.

O resultado representou uma queda de 5 mil sobre a leitura revisada da semana anterior, de 232 mil pedidos, e ficou levemente acima do consenso de grupo analistas de mercado, que apontava para 225 mil novos pedidos.

Por volta das 15h40, o Dow Jones caía 1,30% e o S&P 500 recuava 1,33%. O Nasdaq tinha queda mais acentuada, de 1,77%, pressionado principalmente pelas ações de tecnologia.

Pressão da Petrobras

Na B3, a pressão se intensificou ao longo da tarde. Dos 84 papéis que compõem o Ibovespa, 65 operavam em queda, 11 estavam estáveis e apenas 8 subiam.

Petrobras e bancos figuravam entre as principais contribuições negativas, enquanto a Vale, que mais cedo ajudava a limitar as perdas, perdeu fôlego e deixou de sustentar o índice, contribuindo para a ida às mínimas do dia.

No caso da estatal petrolífera pesa o recuo nos preços de petróleo. A cotação da commodity estendeu o recuo, em meio a sinais de aumento da oferta, enquanto as tensões entre os EUA e o Irã seguem no radar. Por conta disso, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) cediam 3,17%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuavam 2,84%.

Já a mineradora registra leve queda de 0,12% às vésperas da divulgação do balanço de 4° trimestre de 2025 nesta quinta, após o fechamento do mercado.

Entre os grandes bancos, as units do Santander (SANB11) lideram as quedas com 3,70%, as preferenciais do Itaú (ITUB4) também recuam 2,45%, assim como as Units do BTG (BPAC11), queda de 1,12%, e as preferenciais do Bradesco (BBDC4), que anotava perda de 0,93%.

O Banco do Brasil (BBAS3), apesar de ter tido um quarto trimestre de 2025 fraco, subia 2,7%, entre as maiores altas do Ibovespa.

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