Ibovespa fecha em leve alta com Vale caindo mais de 3%
O Ibovespa conseguiu se recuperar parcialmente do tombo de 2,14% registrado na sessão anterior — a pior queda diária em quase dois meses. Nesta quinta-feira, 5, o principal índice acionário da B3 chegou a subir mais de 1% e tocou os 184.017 pontos na máxima do dia. No entanto, perto do fim do pregão, perdeu força e se afastou dos níveis mais elevados, encerrando com alta modesta de 0,23%, aos 182.127 pontos.
Dos 84 papéis que compõem a carteira teórica do índice, 41 fecharam em alta, 17 ficaram estáveis e 26 terminaram o dia em queda.
A recuperação do Ibovespa foi parcialmente limitada pelo desempenho negativo de ações de peso. Os papéis da Vale (VALE3) recuaram 3,33%, registrando a segunda maior queda do dia, enquanto Petrobras também pressionou o índice: as ações ordinárias (PETR3) caíram 1,43% e as preferenciais (PETR4), 1,39%.
Ainda assim, o avanço do índice foi sustentado pela recuperação de parte do setor bancário. As ações do Itaú (ITUB4) lideraram os ganhos do dia entre os bancões, com alta de 2,02%, após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025.
Para Pedro Ros, CEO da Referência Capital, o movimento do Ibovespa reflete uma leitura mais construtiva sobre o cenário doméstico à frente. "O Ibovespa em alta sinaliza que parte do mercado começa a antecipar um ambiente mais favorável, com juros em trajetória de queda e maior previsibilidade", afirma.
Segundo ele, o contexto ainda exige cautela. "A perspectiva é de um mercado mais seletivo, no qual ativos que geram renda recorrente e oferecem proteção contra a volatilidade tendem a ganhar espaço em meio a um cenário ainda instável".
Entre as maiores altas do pregão, o destaque ficou com as ações da MRV (MRVE3), que avançaram mais de 6%. Na sequência, apareceram Vamos (VAMO3), com alta de 6,28%, e Cury (CURY3), que subiu 3,71%.
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