Ibovespa sobe mais de 1% e renova recorde; dólar cai para R$ 5,14

Por Clara Assunção 24 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ibovespa sobe mais de 1% e renova recorde; dólar cai para R$ 5,14

O Ibovespa ampliou os ganhos ao longo da tarde desta terça-feira, 24, e voltou a renovar sua máxima histórica intradiária, embalado por ações de peso como Petrobras e Vale, enquanto o dólar à vista recua, descolado da alta da moeda americana no exterior.

Às 15h30, o principal índice da B3 avançava 1,35%, aos 191.396 pontos, após ter atingido 191.780,77 pontos — o maior patamar intradiário de todos os tempos.

No câmbio, no mesmo horário, o dólar comercial mantinha-se em queda frente ao real. A moeda americana recuava 0,41%, cotada a R$ 5,147.

Em Nova York, as principais bolsas também operam em alta, após o presidente Donald Trump implementar uma tarifa adicional de 10% sobre determinados produtos importados, abaixo dos 15% prometidos no fim de semana.

O índice Dow Jones subia 0,89%, enquanto o S&P 500 ganhava 0,78% e o Nasdaq avançava 0,99%

Bancos se recuperam e avançam em bloco

Na B3, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) sobem mais de 2%, acompanhando a valorização do petróleo em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã. Já a Vale (VALE3) avança 1,17%.

O setor financeiro, que havia liderado as perdas na véspera, voltou a subir em bloco, com destaque para as ações do Banco do Brasil (BBAS3), em alta de 2,45%.

Na ponta negativa, a Gerdau (GGBR4) recua 1,30%, após resultado considerado em linha e já precificado por parte do mercado.

Para Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, o movimento desta terça-feira combina fatores técnicos e fundamentos externos mais favoráveis. Segundo ele, a sessão anterior foi marcada por uma realização mais intensa no setor financeiro, que acabou abrindo espaço para uma recomposição rápida assim que o ambiente internacional mostrou sinais de melhora.

"O mercado ontem passou por um ajuste importante, especialmente nos bancos, que vinham acumulando altas relevantes. Hoje há uma recuperação técnica, mas sustentada por um pano de fundo melhor lá fora", afirma.

Moliterno também aponta o papel do petróleo na dinâmica do índice. "As negociações entre Estados Unidos e Irã mantêm o petróleo tensionado. Isso acaba favorecendo a Petrobras, que tem peso relevante no Ibovespa e ajuda a puxar o índice para novos patamares", diz.

Outro ponto central, segundo ele, é o fluxo estrangeiro. "A bolsa brasileira tem sido um dos principais destinos de capital externo entre os emergentes. O diferencial de juros, o câmbio ainda competitivo e o nível de valuation atraente fazem com que o investidor estrangeiro continue alocando recursos aqui. Esse fluxo forte ajuda a sustentar a alta da bolsa e pressiona o dólar para baixo", afirma.

Já no caso da Gerdau, ele vê um movimento mais pontual por conta do balanço de 4° trimestre da companhia. "O resultado veio dentro do esperado, mas parte do mercado entende que o papel já vinha precificado para isso. Então há uma realização específica, sem alterar a tendência mais ampla do índice", disse.

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