Inflação europeia supera abril e aumenta expectativa por ação do BCE
A inflação da zona do euro voltou a acelerar em maio e atingiu 3,2% em 12 meses, acima dos 3% registrados em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 2, pela Eurostat.
O resultado ficou em linha com as projeções de economistas consultados pela Bloomberg e reflete principalmente o aumento dos preços da energia, impactados pelos efeitos do conflito no Oriente Médio.
Os custos de serviços e de produtos industriais também contribuíram para a alta.
A aceleração ocorre em um momento de atenção dos mercados sobre os próximos passos do Banco Central Europeu, que mantém sua principal taxa de juros em 2% desde o ano passado.
Inflação subjacente supera expectativas
A chamada inflação subjacente — que exclui itens mais voláteis, como energia e alimentos — avançou para 2,5% em maio, acima da expectativa de 2,4% dos analistas.
O indicador é acompanhado de perto pelo BCE por oferecer uma visão mais clara das pressões inflacionárias estruturais da economia.
O resultado reforça a percepção de que a inflação segue resistente, mesmo após meses de política monetária restritiva.
BCE pode rever política de juros
A alta dos preços aumenta a pressão para que o Banco Central Europeu volte a discutir um aperto monetário. Parte dos economistas já projeta uma elevação dos juros na próxima reunião da instituição.
Até agora, porém, o BCE tem evitado novos aumentos por causa da desaceleração econômica da região e das incertezas sobre a duração dos impactos energéticos provocados pelo conflito no Oriente Médio.
A avaliação da autoridade monetária é que um aperto prematuro poderia comprometer ainda mais o crescimento econômico da zona do euro.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: