Iniciativa para exportar à China abre novos canais comerciais e prevê 30 bilhões de yuans
A iniciativa “Um Grande Mercado para Todos: Exportar para a China” abriu novos canais para que empresas estrangeiras vendam produtos e serviços ao mercado chinês e projeta 30 bilhões de yuans (US$4,35 bilhões) em negócios de importação. A estimativa foi apresentada durante a campanha “Compre Globalmente em Zhejiang, Impulsione o Consumo com Hangzhou”, realizada entre domingo e terça-feira em Hangzhou, na província de Zhejiang.
O evento reúne fornecedores internacionais e compradores chineses e busca ampliar as importações, conectar empresas e fortalecer a cooperação comercial.
A iniciativa foi lançada em novembro com o objetivo de ampliar os canais de importação da China e aumentar a presença de produtos e serviços estrangeiros no mercado interno.
A feira ocupa 20 mil metros quadrados e conta com duas áreas principais de exposição, que apresentam produtos importados de vários países. Segundo o governo municipal de Hangzhou, um dos organizadores da campanha, o volume de negócios previsto pode alcançar 30 bilhões de yuans.
De acordo com Xiao Lu, vice-diretora-geral do departamento de comércio exterior do Ministério do Comércio da China, a iniciativa reflete a política de ampliação das importações e da cooperação comercial. “Por meio de medidas concretas, a China busca ampliar as oportunidades de comércio global e responder às expectativas de seus parceiros”, afirmou Xiao.
A província de Zhejiang ocupa posição relevante no comércio exterior chinês e também figura entre os principais polos de importação do país. A região desenvolveu modalidades comerciais como comércio eletrônico transfronteiriço e comércio digital, que integram operações online e offline.
Dados da alfândega de Hangzhou mostram que o volume total de importações e exportações de Zhejiang alcançou 989,01 bilhões de yuans nos dois primeiros meses de 2026. O resultado representa alta de 17,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No mesmo intervalo, as importações de produtos mecânicos e elétricos somaram 34,79 bilhões de yuans, crescimento de 16,1% na comparação anual. Já as importações de bens de consumo atingiram 24,46 bilhões de yuans, avanço de 13%.
Segundo Chen Zhicheng, vice-diretor-geral do Departamento de Comércio da província de Zhejiang, o governo organizará mais de 20 eventos relacionados à importação em todas as cidades de nível de prefeitura da província. As atividades abordarão produtos a granel, tecnologia industrial e bens de consumo.
Já Wang Yongfang, chefe do Departamento Municipal de Comércio de Hangzhou, afirmou que o governo pretende ampliar os efeitos do evento em quatro áreas: comércio eletrônico transfronteiriço, comércio em grande escala, cooperação entre países do BRICS e economia de feiras e exposições. “O objetivo é transformar a influência de uma única feira em um ecossistema comercial de longo prazo”, disse Wang.
As diretrizes do 15º Plano Quinquenal (2026–2030) indicam que a China pretende fortalecer a coordenação entre importações e exportações. O plano também prevê equilíbrio entre o comércio de bens e serviços e maior integração entre atração de investimento estrangeiro e investimento no exterior.
Para Henry Tan, vice-presidente e CEO do Luen Thai Group, o ambiente institucional do país oferece previsibilidade para empresas internacionais.
Segundo ele, a estrutura legal e os planos de desenvolvimento da China permitem que multinacionais planejem investimentos de longo prazo, mesmo em um cenário de desaceleração da demanda global.
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