Instituto Coca-Cola abre 45 mil vagas e acelera conexão de jovens com o primeiro emprego
O mercado de trabalho muda em ritmo acelerado com a inteligência artificial, novas tecnologias e economia verde. Mas, segundo Daniela Redondo, diretora-executiva do Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB), há algo que permanece essencial: a capacidade de adaptação.
É nesse contexto que o instituto anuncia a abertura de 45 mil vagas gratuitas para o programa Coletivo Coca-Cola Jovem, iniciativa voltada a jovens de 16 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que já concluíram ou estão finalizando o Ensino Médio.
“Mais do que uma porta de entrada para o primeiro emprego, o Coletivo Coca-Cola Jovem é um caminho de desenvolvimento para quem quer construir uma trajetória profissional alinhada às demandas do futuro”, afirma a executiva.
O programa oferece formação online e gratuita, com certificação ao final e acesso a uma plataforma exclusiva de vagas em mais de 400 empresas parceiras.
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Como participar?
O curso é composto por 12 videoaulas curtas e práticas, estruturadas no formato de “nano learning”, modelo que replica a lógica dinâmica das redes sociais.
“Ele é feito com pílulas bem pequenas de aula, que a gente chama de Nano Learning. É a mesma lógica da rede social. O jovem consegue maratonar em um final de semana”, diz Redondo.
Os conteúdos abordam habilidades comportamentais e técnicas cada vez mais exigidas pelas empresas, como colaboração, pensamento crítico, resolução de problemas e empatia.
A inscrição pode ser feita pelo site do instituto, pelo aplicativo 'Coletivo Coca-Cola Jovem' (Android e iOS) ou diretamente pelo Instagram da iniciativa. Ao concluir o curso, o jovem é direcionado automaticamente para o portal de vagas.
“São 45 mil vagas de mobilização nacional. O jovem faz o curso e depois tem acesso à plataforma com vagas exclusivas e também oportunidades abertas”, afirma.
Conexão com mais de 400 empresas
Entre os parceiros empregadores estão empresas do próprio sistema Coca-Cola, como fabricantes regionais, além de marcas conhecidas do varejo, alimentação, entretenimento e moda.
“Tem o próprio sistema Coca-Cola, como FENSA, Andina e Solar e outras empresas como Bob’s e a Adecco, que trabalha com empresas como Mercado Livre e iFood. Temos muitas posições no Cinemark, parcerias com Havaianas, C&A, Riachuelo, L’Oréal, além de call centers”, diz.
O foco principal é o primeiro emprego, diz Redondo, posições que não exigem experiência prévia.
“É uma forma de introduzir os jovens no mercado formal de trabalho,” diz.
Para quem está inserido em curso de ensino superior, a executiva informa que há também algumas vagas de estágio, inclusive no próprio sistema Coca-Cola, mas em menor volume.
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Escala nacional e meta histórica
O anúncio das 45 mil vagas acontece em um momento estratégico para o instituto, que pretende atingir, ainda este ano, o marco de 1 milhão de pessoas impactadas até 2026.
“Vamos manter a escala acelerada para chegar no Brasil todo da capacitação e conexão com o mundo do trabalho, ultrapassando os patamares para chegar ao marco do nosso primeiro milhão de pessoas impactadas. Vai acontecer esse ano”, afirma Redondo.
Desde sua criação, o instituto já beneficiou 806 mil pessoas por meio de diferentes iniciativas e declara ter impactado 605 mil jovens especificamente em seus programas de empregabilidade.
“No Instituto, o foco é fazer empoderamento econômico e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, conectando pessoas à oportunidade de trabalho e renda. A gente capacita e conecta essas pessoas com o mercado de trabalho.”
Futuro do trabalho: economia verde e novas formações
Para além da formação tradicional para o varejo e serviços, o instituto também quer ampliar sua atuação em áreas ligadas ao futuro do trabalho.
“Quando a gente fala de futuro do trabalho, estamos falando não só de novas formas de trabalho, mas de novas formações. Tecnologias, áreas verdes, economia verde, sustentabilidade, bioeconomia”, explica.
Em um ano marcado por grandes eventos e debates nacionais, o instituto aposta na empregabilidade como eixo central de transformação social, com escala, tecnologia e conexão direta com empresas.
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