Intel sobe 6,5% antes da abertura de Wall Street com aposta da Apple

Por Ana Luiza Serrão 11 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Intel sobe 6,5% antes da abertura de Wall Street com aposta da Apple

As ações da Intel disparam cerca de 6,5% no pré-mercado em Nova York nesta segunda-feira, 11, a US$ 133, após o anúncio de um acordo preliminar para fabricar chips para dispositivos da Apple.

A fabricante de semicondutores já estava no centro das atenções em Wall Street desde a última sexta-feira, quando fechou o pregão com alta de 13,96%. No ano, o avanço é de 217,22% e, nos últimos 12 meses, 463,21%.

A Apple também avança de forma moderada, com ganho de 0,32% no pré-mercado e alta de, aproximadamente, 2,05% no último fechamento. Os papéis se valorizam 8,21% no ano e 39,12% nos últimos 12 meses.

A informação, publicada inicialmente pelo Wall Street Journal e repercutida pelo Business Insider, foi recebida pelo mercado como um sinal de que a Intel voltou a ganhar relevância na indústria de tecnologia.

Negociações não foram rápidas

Os bastidores do acordo mostram que as negociações não aconteceram rapidamente. As conversas entre as duas empresas se arrastavam havia mais de um ano, de acordo com o jornal estadunidense.

Hoje, a Apple depende praticamente da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) para produzir os chips mais avançados usados em iPhones e outros aparelhos.

Só que a explosão da demanda por inteligência artificial (IA) aumentou a pressão sobre a capacidade global de fabricação de semicondutores. Além disso, a TSMC já opera perto do limite.

Para analistas do setor ouvidos pela CNBC, esse é justamente o espaço que a Intel tenta ocupar. A companhia acelerou os investimentos na fabricação de chips para outras empresas.

"A Intel é a única empresa capaz de ampliar sua capacidade como uma fonte secundária viável", conforme o analista de semicondutores da Creative Strategies, Ben Bajarin.

Governo fortalece produção nos EUA

O que ajudou a destravar o avanço das tratativas foi a participação de 10% do governo dos Estados Unidos na Intel, adquirida em agosto de 2025, como parte da estratégia para fortalecer a produção local de semicondutores.

Desde então, a companhia vive uma recuperação acelerada. Os números mostram que o investimento inicial do governo, avaliado em US$ 8,9 bilhões, passou a valer cerca de US$ 55 bilhões.

Além do contrato com a Apple, investidores também enxergam melhora operacional na Intel.

A empresa apresentou resultados do primeiro trimestre acima das expectativas do mercado, o que ajudou a reforçar a confiança, mas ela ainda precisa provar que consegue produzir em larga escala, avaliam fontes à Bloomberg.

O desafio acontece em um momento em que as gigantes de tecnologia seguem no centro das atenções por causa da corrida da IA. Mesmo com a guerra no Irã, investidores continuam apostando nas empresas.

Esse movimento ajudou o Nasdaq 100 a subir 17% no último mês, enquanto o S&P 500 avançou 9% no mesmo período, de acordo com dados repercutidos pelo Business Insider.

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