Irã e Estados Unidos trocam acusações após ataques a navios e bases militares
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira, 3, que atacou um navio dos Estados Unidos em resposta a uma ação militar americana contra um petroleiro iraniano nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Segundo comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, um petroleiro iraniano foi atingido na noite de terça-feira por um projétil americano, que danificou sua sala de máquinas.
Em resposta, Teerã afirmou ter lançado mísseis navais contra o navio Panaya, descrito pelo regime iraniano como uma embarcação ligada aos Estados Unidos e a Israel.
EUA confirmam ataque a navio-tanque e alvo militar iraniano
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou que realizou um ataque contra a sala de máquinas de um navio-tanque com bandeira de Botsuana que seguia em direção à ilha de Kharg, principal terminal petrolífero do Irã.
Segundo os militares americanos, a embarcação ignorou repetidos alertas dentro da área sujeita ao bloqueio marítimo imposto pelos EUA.
A Guarda Revolucionária também acusou Washington de atacar uma torre de comunicações localizada na ilha iraniana de Qeshm. O Centcom confirmou a ofensiva e afirmou que o alvo era uma estação de controle militar usada pelo Irã.
De acordo com os Estados Unidos, a ação ocorreu após o lançamento de mísseis balísticos iranianos contra países vizinhos, incluindo Kuwait e Bahrein. Nenhum dos projéteis atingiu os alvos.
Irã afirma ter atacado base americana no Bahrein
O Irã declarou ainda que respondeu ao ataque em Qeshm com lançamentos de mísseis e drones contra uma base aérea americana em um país da região e contra o quartel-general da Quinta Frota dos EUA, localizado no Bahrein.
O Centcom negou que suas instalações tenham sido atingidas.
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