Irã usa minas aquáticas para abater navios no Estreito de Hormuz
Para impedir a circulação no Estreito de Hormuz, o Irã pode colocar minas submarinas, capazes de explodir os navios que se aproximarem delas.
“Os iranianos têm muitas minas. Eles têm minas sofisticadas, que podem ser ancoradas no fundo do mar e que podem ficar à deriva”, disse o general da reserva Kenneth F. McKenzie, que chefiou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), unidade militar que realiza ações no Oriente Médio, durante um debate do think tank Middle East Institute.
O Irã anunciou o fechamento do estreito, por onde circulam 20% das exportações de petróleo, e ameaçou atacar navios que tentem passar por ali.
O general explicou que as minas podem ser colocadas a alguns metros de profundidade, dentro da água, e serem acionadas de diversas formas.
“Ela será detonada pelo movimento da água causado pela passagem de um navio, por um campo magnético ou por uma variedade de outros métodos, incluindo minas de contato antigas, como as que explodem quando você encosta nelas”, explicou.
Para impedir que o Irã consiga implantar estas minas, a estratégia americana tem vários alvos.
“Faremos isso atacando os locais onde as minas são armazenadas, os locais onde são montadas, os locais onde são carregadas nos navios. Atacaremos os próprios navios. Tenho certeza de que esse programa está em andamento agora, porque, uma vez que as minas caem na água, seguradoras assumem o controle e não vão deixar que navios que naveguem naquela área”, afirmou.
“Temos a capacidade de limpar o estreito e estou confiante de que conseguiremos fazê-lo se houver minas. Já fizemos isso antes, e há uma longa e honrosa história da Marinha dos EUA nesta região, escoltando navios pelo Estreito de Ormuz e removendo minas, se necessário. Existem maneiras de fazer isso. Estamos tentando fazer isso, mas é muito melhor não deixar as minas caírem na água”, disse.
O general explicou que a força naval do Irã tem duas categorias: a Marinha iraniana oficial e a Marinha da Guarda Revolucionária (IRGC), uma força especial comandada pelo líder supremo do Irã, que exerce grande influência no país e mantém relações com grupos no exterior, como o Hamas e o Hezbollah.
“Elas são tripuladas e equipadas de forma diferente. A Marinha da IRGC é muito mais radical e agressiva em sua conduta. Estamos mirando todos esses ativos e vamos afundá-los. Os ativos de superfície são fáceis. Imagino que também vamos mirar nos Yo-No, que são submarinos em miniatura que os iranianos importaram da Coreia do Norte”, afirmou.
Planos antigos
McKenzie disse que os planos de ataque ao Irã vinham sendo desenvolvidos há anos, e que um dos principais objetivos americanos é encontrar e destruir os mísseis iranianos e a estrutura que permite seu lançamento.
“Em primeiro lugar, estamos procurando esses mísseis. Estamos procurando os locais onde eles estão armazenados. as estradas que levam aos seus locais de lançamento, se forem móveis. Estamos procurando os próprios equipamentos móveis de lançamento, os caminhões que os transportam. Estamos procurando todas essas instalações e passamos anos aprendendo onde esses lugares estão. Portanto, este não é um processo de descoberta novo para nós, mas isso se combina com aeronaves sobrevoando a área, capazes de atacar muito rapidamente ao detectarem algo”, afirmou.
O general disse que o Irã possui milhares de mísseis balísticos de curto e médio alcance. “O objetivo iraniano é sobrecarregar nosso espaço aéreo. A maioria utiliza combustível sólido. Alguns utilizam combustível líquido e precisam ser transportados. Outros podem ser lançados de posições fixas”, disse.
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