Israel bombardeia Faixa de Gaza e mata chefe militar do Hamas
As Forças Armadas de Israel informaram neste sábado, 16, que mataram o comandante da ala militar do Hamas durante um ataque aéreo na Faixa de Gaza na sexta-feira, 15.
Segundo o Estado de Israel, Izz al-Din al-Haddad é o integrante do mais alto escalão do Hamas a ser morto em uma operação israelense desde o acordo de cessar-fogo de outubro de 2025.
Um outro integrante do Hamas confirmou anonimamente a morte do líder, nascido em 1970. Até o momento, o Hamas não anunciou oficialmente a morte do dirigente.
Neste sábado, foi realizado um funeral conjunto para Haddad, sua esposa e sua filha de 19 anos na mesquita dos Mártires de Al-Aqsa, localizada no centro de Gaza. Na véspera, Israel realizou pelo menos dois ataques contra Gaza, deixando sete palestinos mortos, entre eles três mulheres e uma criança, segundo médicos locais.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, disseram que o comandante esteve entre os responsáveis pelos ataques do 7 de Outubro de 2023 executados por integrantes do Hamas, ação que desencadeou a intensificação da ofensiva militar israelense em Gaza.
Segundo os líderes israelenses, Haddad, que assumiu o comando militar do grupo em Gaza após a morte de Mohammad Sinwar por Israel em maio de 2025, “foi responsável pelo assassinato, sequestro e danos infligidos a milhares de civis (e) soldados israelenses”.
O Fantasma
Conhecido pelo apelido de “o Fantasma”, o comandante havia sobrevivido a diversas tentativas de assassinato promovidas por Israel, de acordo com integrantes do Hamas.
As Forças Armadas israelenses afirmam que ele era um dos líderes mais antigos do grupo e que ocupou diferentes cargos de comando desde a fundação do Hamas, na década de 1980.
Ele também foi um dos fundadores do serviço de segurança do Hamas e supervisionou as trocas de prisioneiros, incluindo as realizadas no âmbito do cessar-fogo alcançado em outubro do ano passado.
Violência se arrasta
Israel e Hamas seguem sem acordo nas negociações indiretas relacionadas ao plano pós-guerra para Gaza apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ao menos 856 palestinos morreram desde o início da trégua, segundo o Ministério da Saúde Palestino. No mesmo período, o Exército israelense registrou a morte de cinco soldados em Gaza.
Nas semanas seguintes ao fim do bombardeio conjunto com os Estados Unidos no Irã, Tel Aviv ampliou os ataques em Gaza e voltou a concentrar suas operações no território palestino devastado, onde, segundo as Forças Armadas israelenses, integrantes do Hamas estão reforçando seu controle.
(*) Com informações da AFP
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