Israel bombardeia ponte estratégica no sul do Líbano e amplia tensão no Oriente Médio
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou neste domingo, 22, o bombardeio israelense contra a ponte de Qasmiyeh, no sul do país, e afirmou que o ataque representa “o prelúdio de uma invasão terrestre” por parte de Israel.
Em comunicado oficial, Aoun classificou a ofensiva como “uma escalada perigosa” e uma “violação flagrante da soberania do Líbano”. Segundo ele, a destruição da ponte sobre o rio Litani configura ainda “castigo coletivo contra a população civil”, ao atingir infraestrutura estratégica que conecta a região de Tiro ao restante do território libanês.
O bombardeio ocorreu após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarar que o governo ordenou a destruição de pontes e outras estruturas supostamente utilizadas pelo grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã.
Segundo Katz, o primeiro-ministro e ele instruíram as Forças de Defesa de Israel (IDF) a “destruir imediatamente todas as pontes sobre o rio Litani utilizadas para atividades terroristas”, com o objetivo de impedir a movimentação de combatentes e o transporte de armas para o sul do Líbano.
O ministro também afirmou que o Exército deve acelerar a demolição de casas em vilarejos próximos à linha de contato, citando ações anteriores em Beit Hanun e Rafah, na Faixa de Gaza.
Na quarta-feira, o Exército israelense já havia anunciado a destruição de duas outras pontes sobre o rio Litani, que corta o sul do Líbano a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel, como parte da ofensiva contra o Hezbollah.
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