'Já existem algoritmos resistentes à computação quântica, o desafio é implementá-los', diz CEO
Com o avanço da computação quântica, especialistas especulam quais podem ser os impactos da tecnologia sobre o mercado de criptomoedas. Isso porque as redes blockchain poderiam ser invadidas mais facilmente com a democratização do acesso á computação quântica, por exemplo.
O Google divulgou recentemente um relatório de 57 páginas detalhando como centenas de bilhões de dólares em criptomoedas poderiam estar em risco. No entanto, para Michael Schaulov, CEO da Fireblocks, empresa que processa cerca de 15% das transações em blockchain do mundo, acredita que há percepções equivocadas sobre os impactos da computação quântica em cripto.
“Há muitas percepções equivocadas sobre computação quântica e cripto. Esse não é um problema exclusivo do setor, mas sim de toda a internet. Se não for tratado, o impacto será muito mais amplo do que apenas os ativos digitais”, disse ele, em entrevista exclusiva à EXAME.
“O prazo mais agressivo para avanços relevantes em computação quântica gira em torno de 4 a 5 anos. Isso significa que a indústria precisa começar a se preparar desde já, porque a transição exigirá coordenação entre diversos participantes”, acrescentou.
Algoritmos resistentes à computação quântica
Schaulov disse à EXAME sobre a existência de algoritmos resistentes à computação quântica. Para ele, o desafio está na implementação. Apesar disso, ele afirma que a migração não só é possível como já aconteceu de forma similar no passado de diversos protocolos de cripto.
“Já existem algoritmos resistentes à computação quântica. O desafio não é criar a tecnologia, mas implementá-la. As blockchains precisarão migrar para novos padrões, algo que já aconteceu antes e faz parte da evolução do setor”, disse.
“Essas narrativas de que a computação quântica vai ‘acabar com o cripto’ são exageradas. A indústria está ciente dos riscos, está trabalhando em soluções e já passou por mudanças estruturais semelhantes no passado”, concluiu o executivo.
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