JBS cria escola de inglês na Austrália para acelerar carreira internacional de brasileiros
A fluência em inglês ainda é uma barreira para muitos profissionais brasileiros, e para ajudar a derrubar essa barreira a JBS decidiu internalizar a solução e levá-la para dentro de sua própria operação no exterior.
A companhia inaugura neste mês uma escola corporativa de inglês na Austrália com um objetivo de preparar talentos brasileiros para assumir posições internacionais.
Batizada de English Academy, a iniciativa une ensino do idioma, adaptação cultural e experiência prática na indústria, um modelo que vai além do tradicional treinamento corporativo.
A escola está localizada em Dinmore, na cidade de Ipswich, no estado de Queensland, onde a empresa mantém sua maior unidade de carne bovina na Oceania. A proposta é imersiva: os profissionais passam a viver e trabalhar no país enquanto desenvolvem a fluência no idioma.
Inglês como estratégia de carreira e não apenas benefício
O programa nasce de um diagnóstico comum entre multinacionais: há profissionais tecnicamente preparados, mas que encontram no idioma um gargalo para avançar na carreira global.
“Além da fluência, a adaptação cultural é fundamental para que os profissionais se estabeleçam no país e evoluam em suas carreiras”, afirma Ana Ruperez, coordenadora de Mobilidade Global da JBS Austrália.
A primeira turma, formada por 30 funcionários da área de produção no Brasil, embarcou em março. O programa pode durar até 12 meses, com aulas presenciais de 20 horas semanais e foco no vocabulário técnico da indústria de alimentos, um diferencial relevante para quem vai atuar diretamente no chão de fábrica.
Os materiais didáticos foram desenvolvidos internamente e seguem as diretrizes do sistema educacional australiano, com validação da autoridade nacional de qualificação profissional.
Imersão total: idioma, cultura e rotina industrial
Um dos principais diferenciais da English Academy é a integração entre estudo e prática. Desde o início, os participantes conciliam as aulas com a rotina de trabalho na unidade da empresa.
Para facilitar a adaptação, os profissionais são acomodados em residências mobiliadas próximas à planta industrial e à escola. A proposta é criar um ambiente de aprendizado contínuo - dentro e fora da sala de aula.
A preparação, no entanto, começa antes do embarque. Desde julho de 2025, os participantes já vinham sendo treinados no Brasil, com aulas online duas vezes por semana, conduzidas pelo mesmo professor responsável pela etapa presencial.
Fernando Meller, diretor executivo de Recursos Humanos: "A escola foi criada para que o idioma não seja um obstáculo nesse caminho” (JBS Brasil /Divulgação)
Um pipeline global de talentos
A escola faz parte de uma estratégia mais ampla da companhia para formar lideranças internacionais. Criado há uma década, o programa JBS Global Talent já levou profissionais brasileiros para operações nos Estados Unidos, Canadá, México, Inglaterra e agora Austrália.
Agora, a empresa dá um passo além ao atacar diretamente uma das principais barreiras desse processo.
“Temos profissionais altamente qualificados no Brasil e queremos ampliar as oportunidades para que esses talentos atuem globalmente. A escola foi criada para que o idioma não seja um obstáculo nesse caminho”, afirma Fernando Meller, diretor executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.
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