José Sanfilippo, artilheiro argentino e ícone do San Lorenzo, morre aos 91 anos

Por Da redação, com agências 4 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
José Sanfilippo, artilheiro argentino e ícone do San Lorenzo, morre aos 91 anos

O futebol sul-americano perdeu um de seus grandes nomes históricos. O ex-centroavante argentino José Francisco Sanfilippo faleceu nesta quinta-feira, 4, em Buenos Aires, aos 91 anos de idade.

A confirmação da morte foi feita pelo San Lorenzo de Almagro, agremiação onde o atleta se consagrou como o maior goleador de todos os tempos.

Quem foi José Sanfilippo?

Conhecido popularmente pelo apelido de "Nene", o jogador marcou época nas décadas de 1950 e 1960. O clube de Boedo manifestou pesar nas redes sociais, exaltando Sanfilippo como uma lenda eterna e agradecendo pelo legado deixado nos gramados.

Revelado na base do próprio San Lorenzo, o atacante estreou no time principal em novembro de 1953, aos 18 anos. Logo no segundo compromisso como profissional, balançou as redes duas vezes em um confronto diante do Banfield.

A partir dali, construiu uma trajetória de destaque dividida em duas passagens pela equipe, acumulando 205 gols marcados em 263 partidas oficiais. Pelo clube "azulgrana", o atleta conquistou três taças importantes: o Campeonato Argentino de 1959, além dos títulos do Nacional e do Metropolitano na temporada de 1972.

O faro de gol de Sanfilippo também foi levado a outros grandes palcos. Pelo Boca Juniors, o centroavante alcançou a final da Copa Libertadores de 1963, ocasião em que a equipe de Buenos Aires acabou derrotada pelo Santos de Pelé. Ao longo de sua carreira por clubes, ele defendeu ainda o Nacional do Uruguai, o Banfield da Argentina e teve passagens pelo futebol brasileiro, vestindo as camisas do Bangu e do Bahia.

Ícone da seleção argentina

Pela seleção da Argentina, o desempenho manteve a alta média, com 18 gols anotados em 21 exibições. Defendendo o seu país, o jogador faturou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1955, ergueu o troféu da Copa América de 1957 e integrou as delegações que disputaram as Copas do Mundo de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile.

Caracterizado pela precisão técnica, pelo domínio do chute com ambas as pernas e pelo perfeccionismo na grande área, Sanfilippo encerrou a trajetória profissional com um retrospecto geral de 344 gols em 484 jogos.

Após pendurar as chuteiras, permaneceu em evidência na imprensa esportiva. Atuando como comentarista em veículos de comunicação, o ex-jogador ficou conhecido por declarações fortes e por defender com veemência a sua própria história, apontando a si mesmo como um modelo de atacante perfeito.

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