Juan Pablo Guanipa é libertado na Venezuela após oito meses de prisão

Por Da redação, com agências 10 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Juan Pablo Guanipa é libertado na Venezuela após oito meses de prisão

O dirigente opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa foi libertado neste domingo, 8, após permanecer mais de oito meses sob custódia do Estado. A informação foi confirmada pelo filho do ex-deputado, Ramón Guanipa, e celebrada por lideranças da oposição, como María Corina Machado.

O ex-deputado do partido Primeiro Justiça estava na clandestinidade quando foi detido em maio de 2025, acusado pelo então governo de planejar atos de sabotagem contra as eleições regionais e legislativas.

Transição em curso

A soltura de Guanipa está inserida em um contexto de revisão de processos judiciais que ganhou força após a captura de Nicolás Maduro pelas autoridades dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, anunciou há cerca de um mês uma série de medidas cautelares para detidos por motivações políticas.

De acordo com levantamentos da ONG Foro Penal e de coalizões opositoras, o número de libertados já se aproxima da marca de 400 pessoas desde o dia 8 de janeiro.

Em vídeo publicado nas redes sociais logo após deixar o cárcere, Juan Pablo Guanipa afirmou que pretende focar no futuro da Venezuela e na busca pela verdade sobre o cenário político do país.

O dirigente era uma das vozes mais críticas ao sistema eleitoral controlado pelo chavismo e participou ativamente dos protestos que questionaram o resultado das eleições presidenciais de 2024. Sua libertação é vista por analistas internacionais como um passo simbólico para a distensão do clima de perseguição política no país vizinho.

Desafios da oposição

O processo de libertações, que o governo afirma ter iniciado ainda em dezembro de 2025, reflete a pressão internacional por uma transição democrática transparente na Venezuela. O desmantelamento da estrutura de repressão é uma das condições impostas por investidores estrangeiros para a retomada de parcerias econômicas e o levantamento total de sanções.

A saída de figuras proeminentes como Guanipa da prisão ajuda a validar o discurso de renovação institucional perante órgãos como a OEA e as Nações Unidas.

Apesar das solturas, a oposição venezuelana ainda enfrenta o desafio de reorganizar sua base eleitoral e garantir a segurança de seus quadros que retornam à vida pública. María Corina Machado mantém a cobrança pela liberdade plena de todos os presos políticos remanescentes, enquanto o país aguarda definições sobre o calendário de novas consultas populares.

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