Live Nation amplia receita com shows e patrocínios mesmo após derrota em processo
A Live Nation registrou receita de US$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelo avanço das áreas de shows, venda de ingressos e patrocínios.
O resultado foi divulgado semanas após a empresa sofrer uma derrota em um processo antitruste nos Estados Unidos.
A divisão de concertos gerou cerca de US$ 2,7 bilhões em receita no trimestre, também com crescimento de 12%. Já a operação de ticketing arrecadou US$ 765 milhões, avanço de 10%, enquanto a área de patrocínios somou US$ 258,6 milhões, alta de 20%.
A companhia também informou que a receita diferida — ligada a eventos programados para os próximos meses — cresceu 22%, para US$ 6,6 bilhões, reforçando a expectativa de uma temporada forte para o mercado de shows ao longo do ano.
Venda de ingressos segue em alta
Segundo a empresa, 107 milhões de ingressos já foram vendidos em 2026, crescimento de 11% na comparação anual. O desempenho ocorre apesar de cancelamentos recentes de turnês de artistas como Post Malone, Meghan Trainor e The Pussycat Dolls, que alimentaram dúvidas sobre o ritmo da indústria de eventos diante da alta dos preços dos ingressos.
Mesmo com o avanço operacional, a Live Nation reportou prejuízo operacional de US$ 371 milhões no trimestre, pressionado por US$ 450 milhões em provisões jurídicas relacionadas a disputas antitruste.
Justiça concluiu monopólio ilegal
Em abril de 2026, um júri de Manhattan concluiu que a Live Nation e a Ticketmaster operam como um monopólio ilegal no mercado de entretenimento ao vivo nos Estados Unidos.
O julgamento durou cerca de seis semanas e contou com depoimentos do CEO Michael Rapino e representantes de artistas como Mumford & Sons e Drake. O juiz Arun Subramanian afirmou que a Ticketmaster aumentou os preços dos ingressos em US$ 1,72 por venda.
A decisão deixou a companhia vulnerável a medidas mais duras, incluindo um possível desmembramento da empresa — objetivo inicialmente defendido pelo Departamento de Justiça americano durante o governo de Joe Biden.
A Live Nation afirmou que vai recorrer da decisão e informou que pretende desenvolver um sistema que permita que casas de shows utilizem mais de uma plataforma de venda de ingressos em um mesmo evento.
A empresa também argumenta que o impacto financeiro seria menor do que o apontado pelas autoridades. Enquanto a Live Nation sugeriu pagamento de US$ 450 milhões, representantes dos estados americanos defendem compensações de até US$ 700 milhões.
Michael Rapino afirmou que os consumidores seguem priorizando experiências presenciais em um cenário cada vez mais digital e impulsionado por inteligência artificial.
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