Londres quebra dois recordes e entra para a história das maratonas

Por Letícia Furlan 26 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Londres quebra dois recordes e entra para a história das maratonas

A Maratona de Londres de 2026 entrou para a história neste domingo, 26, ao registrar dois recordes mundiais — um no feminino e outro no masculino — em uma das edições mais rápidas já vistas na modalidade.

Pela primeira vez em uma prova oficial, um atleta completou os 42,195 km em menos de duas horas. O feito foi alcançado pelo queniano Sabastian Sawe, que cruzou a linha de chegada em 1h59min30, superando a marca anterior de 2h00min35, estabelecida por Kelvin Kiptum em Chicago, em 2023.

A decisão ficou para os metros finais da prova, quando Sawe abriu vantagem sobre o etíope Yomif Kejelcha, que também quebrou a barreira das duas horas, com 1h59min41. O ugandense Jacob Kiplimoicompletou o pódio com 2h00min28.

Os três primeiros colocados correram abaixo do recorde mundial anterior, consolidando a edição como uma das mais competitivas da história recente.

No feminino, o protagonismo foi da etíope Tigst Assefa, que venceu com o tempo de 2h15min41 — novo recorde mundial em provas exclusivamente femininas, sem o auxílio de pacemakers masculinos.

A atleta já detinha a melhor marca nessa categoria, registrada em 2025, também em Londres, e conseguiu baixar o próprio tempo em nove segundos. A disputa foi acirrada até os metros finais, com as quenianas Hellen Obiri (2h15min53) e Joyciline Jepkosgei (2h15min55) completando o pódio.

Assefa confirmou o favoritismo e conquistou seu bicampeonato consecutivo em Londres, além de somar mais uma vitória a um currículo que já inclui títulos em Berlim.

A corrida feminina foi definida apenas nos últimos 300 metros, quando a etíope acelerou e se distanciou das adversárias. O trio líder manteve ritmo elevado desde o início, passando os 10 km em 31 minutos.

Os resultados ainda dependem de ratificação da World Athletics, mas já colocam a edição de 2026 como um marco para o atletismo de elite — tanto pela quebra de recordes quanto pelo nível de competitividade apresentado nas duas provas.

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