L’Oréal dispara até 10% após vendas superarem expectativas no 1º tri
As ações da L’Oréal disparam 8,15% nesta quinta-feira, 23, após um crescimento orgânico de vendas de 7,6%, mais que o dobro do projetado por analistas, que estimavam algo entre 3% e 4%.
O desempenho reforça a resiliência do setor de beleza mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador e coloca o papel no caminho para sua maior alta diária desde 2008, segundo dados da CNBC.
Os papéis chegaram a subir até 10% no pregão europeu.
A receita atingiu 12,2 bilhões de euros ou cerca de R$ 70,9 milhões no trimestre, com crescimento subjacente de 6,7% ao excluir efeitos pontuais.
Analistas do Barclays classificaram o desempenho como "muito impressionante", destacando que o mercado global de cosméticos segue em expansão, com crescimento estimado de 4%, disse a agência.
Ganho de participação
O CEO da L’Oréal, Nicolas Hieronimus, pontuou que a empresa não apenas superou o ritmo do mercado, como também acelerou ganhos de participação globalmente.
Ele destacou o avanço do e-commerce como um dos principais motores de crescimento, com desempenho expressivo em todas as regiões, especialmente em mercados emergentes.
E a recuperação observada no segundo semestre de 2025 nos dois maiores mercados da companhia — Estados Unidos (EUA) e China — continuou no início de 2026, superando o desempenho médio do setor em ambos.
Divisões e regiões
Todas as divisões da L’Oréal registraram crescimento no período, incluindo cosméticos, cuidados com a pele, cabelo e fragrâncias. A unidade de produtos profissionais liderou a expansão, com alta anual de 13,1%.
Analistas do Jefferies ressaltaram à CNBC que a companhia superou expectativas nos Estados Unidos, Europa e China, este último ocorreu apesar de ajustes de estoques e dificuldades no varejo de viagens.
Setor em transformação
O resultado da L’Oréal ocorre em um momento de reorganização mais ampla no setor de bens de consumo. Empresas vêm revisando portfólios diante de mudanças no comportamento de consumidores mais seletivos.
A companhia também tem avançado em sua estratégia de expansão. No mês anterior, concluiu a aquisição da divisão de beleza da Kering por 4 bilhões de euros, ampliando sua presença no segmento premium.
Ao mesmo tempo, o setor de luxo enfrenta uma recuperação desigual após o ciclo de forte crescimento que perdeu força em 2022, e a retomada da demanda têm sido impactada pela guerra no Irã.
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