Luana Piovani surpreende com revelação sobre o pai biológico: ‘Crise de…’

Por Guilherme Rodrigues 14 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Luana Piovani surpreende com revelação sobre o pai biológico: ‘Crise de…’

Luana Piovani foi entrevistada no Conversa Vai, Conversa Vem, videocast do jornal O Globo apresentado por Maria Fortuna. “Você falou que filho por natureza é ingrato e que talvez isso tenha te impedido de ter uma certa empatia com a sua mãe, que passou por uma depressão. Você acha que quando você virou mãe você pode entendê-la?”, indagou a jornalista.

“Nossa, sim. Eu consigo entender não só a depressão da minha mãe, mas tudo que eu vi ela chorando, das minhas lembranças de pequena, dela falando mal do meu pai. Ela nunca dourou a pílula. Eu acho que é por isso que eu não douro a pílula também. E eu acho que foi importante ela não ter dourado a pílula”, apontou a famosa.

“Só que foi depois que eu fui mãe que eu fui conhecer o gosto na boca da gente. Primeiro você imagina a dor, mas quando você sente aquele féu, aí eu fui entender a minha mãe, entendi tudo. O custo, o dinheiro que nunca chegou, a dívida que deixou, ter que se virar sozinha, enfim, tudo”, destacou a loira.

PÁTRIO PODER

“Sua mãe e seu pai biológico se separaram quando você tinha dois anos. O seu padrasto assumiu o BO todo. Enquanto a sua mãe trabalhava, ele te dava comida e tudo. E sua mãe batalhou para ter a pensão do seu pai. Você conta essa história, de que quando foi para o tribunal, na justiça, o advogado deu a ideia, se ele não paga, então que abra mão do pátrio poder. E sua mãe desconfiou que ele jamais iria querer fazer isso, e foi a primeira coisa que ele deu. Ele abriu mão de ser seu pai, do pátrio poder. Como é que você se sentiu?”, questionou a entrevistadora.

“Pra mim não tinha mudado nada. Até porque eu lembro da conversa dele falando assim, ‘é só um papel, o papel não muda o sentimento, não muda o sangue’, mas aí você precisa crescer para entender que viver em sociedade é viver com papéis. E ele era um pai já de final de semana”, recordou Luana, que depois teve o nome do padrasto em seus documentos.

“Mas dois anos depois que isso acontece, do nada eu estou enxugando a louça, eu do nada viro e falo para a coitada da minha mãe, ‘mãe, meu pai me deu?’. Ela, ‘não, minha filha, não te deu porque você não é um pacote, mas ele achou melhor…’, e aí não tem como você dourar a pílula porque a verdade é essa. Aí eu tenho uma crise de choro. Não lembro de depois, tenho a crise de choro e pronto, lavou, tá novo, passou e tal, mas isso gerou um comportamento padrão nas minhas relações com homens”, avaliou a artista.

“Ainda bem que eu fui para a terapia com 20 anos, que aí eu entendi que eu estava sempre me relacionando e de algum jeito tentando organizar a minha relação com o meu pai. Eu não podia ser abandonada, então eu fazia tudo no relacionamento para tudo estar perfeito o tempo todo. Eu não podia errar em nada, ‘vai que ele me abandona de novo?’”, contou a estrela.

“Seu pai fez outra família, teve outros filhos, ia visitar você, ia embora com aquela outra família e você falava, ‘mas eu não tô ali’”, destacou Maria. “Eu chorava e eu não sabia o que era. Eu chorava muito. Eu me lembro que a minha mãe, quando ia me buscar na casa do meu avô, ela falava assim, ‘mas você tem vontade de morar com o seu pai?’, eu falava que não. Eu era uma criança, não sabia ainda organizar o pensamento, entender lógica, mas é porque eu sempre ficava. A cena da despedida”, declarou Piovani.

“Na análise eu consigo entender, um dia me analista fala, ‘claro, porque você nunca foi você sempre foi a deixada’. E aí você revive a vida inteira o abandono. Cada saída é um abandono de novo”, concluiu a atriz.

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