Luiz Henrique é o 12º jogador da seleção brasileira?
A atuação de Luiz Henrique na derrota do Brasil por 2 a 1 para a França na quinta-feira, 26, recolocou o atacante no centro da disputa por espaço na reta final antes da Copa do Mundo de 2026.
Acionado por Carlo Ancelotti no intervalo, no lugar de Raphinha, ele mudou o ritmo do time, criou os melhores lances da etapa final e saiu do amistoso como um dos poucos nomes elogiados de forma quase unânime.
O panorama da partida reforça a importância do atacante para a seleção. O Brasil terminou o primeiro tempo com pouca produção ofensiva e foi para o intervalo em desvantagem e, com a volta Luiz Henrique aberto pelo lado direito, a seleção passou a agredir mais a defesa francesa, aumentou o volume de jogo e viveu seu melhor momento na partida.
Como Luiz Henrique mudou Brasil x França
A troca foi também uma resposta a um problema físico.
Raphinha deixou o jogo com dores e virou dúvida para o amistoso contra a Croácia, o que abriu espaço para Luiz Henrique ganhar minutos em um cenário de alta exigência. Ele precisou de poucos minutos para mudar o cenário com o setor defensivo da França.
A melhora do Brasil não foi só visual. Mesmo com menos posse, a equipe terminou o amistoso com 17 finalizações contra 7 da França e maior xG (Gols Esperados), de 2,24 da seleção brasileira contra 1,29 dos franceses. Parte desse crescimento ofensivo ocorreu justamente no segundo tempo, quando o camisa 20 passou a atacar o espaço com mais agressividade e deu profundidade ao lado direito.
Por que o atacante vira candidato a 12º jogador
A expressão “12º jogador” ganha força pelo tipo de atuação. Luiz Henrique entrou com o jogo em andamento, acelerou transições, buscou o drible e ofereceu uma alternativa que o time não teve no primeiro tempo. Com isso, levantou-se a hipótese de que ele tenha assumido esse papel, ja que o amistoso fortaleceu sua candidatura como opção de impacto saindo do banco.
Além disso, o cenário da seleção favorece esse debate.
O amistoso contra a França foi o penúltimo compromisso antes do anúncio da lista final para o Mundial, e Ancelotti ainda faz ajustes na formação. Em um grupo que busca respostas ofensivas, ganhar força como alternativa imediata pode ser decisivo.
O que fica para Ancelotti antes da Copa
Apesar da derrota, a entrada de Luiz Henrique deixou um sinal útil para a comissão técnica. O Brasil sofreu defensivamente e perdeu mesmo com um jogador a mais por parte do segundo tempo, mas encontrou no atacante uma peça capaz de mudar o tom da equipe em poucos minutos.
Na reta final da preparação, esse tipo de resposta pesa. Se ainda não há definição sobre a função exata do camisa 20 na lista final, a atuação contra a França ao menos o colocou entre os nomes que saíram fortalecidos de um amistoso em que quase todo o ataque brasileiro terminou pressionado por críticas.
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