Lula conversa com Delcy Rodríguez e detalha plano de ajuda do Brasil após terremoto na Venezuela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira, 25, que teve uma conversa por telefone com a presidenta da Venezuela, Delcy Rodríguez, oferecendo ajuda do governo brasileiro, após o país sofrer com terremoto de magnitude 7,5 nesta quarta-feira.
Os tremores deixaram ao menos 188 mortos e 1.520 feridos. Esse terremoto é considerado o mais forte registrado no país em mais de um século, segundo dados históricos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os abalados tiveram epicentros a oeste de Caracas.
"Conversei por telefone hoje com a presidenta encarregada da Venezuela Delcy Rodríguez para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana vitimada pelos terremotos da quarta-feira e definir a melhor forma de prestarmos apoio ao país vizinho", afirmou Lula, em uma publicação nas redes sociais.
Plano de apoio à Venezuela
Na publicação, o presidente detalhou como o Brasil vai desempenhar o plano de ajuda emergencial às vítimas na Venezuela. Nesta sexta-feira, 26, o governo vai enviar uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações.
Segundo Lula, os bombeiros levarão consigo nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às pessoas afetadas pelo terremoto.
Para o fim de semana, o governo brasileiro vai fornecer equipamentos para a criação de um hospital de campanha. Lula explicou que, no sábado, uma aeronave vai levar cem purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias.
"Seguiremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos", disse.
Conversei por telefone hoje com a presidenta encarregada da Venezuela Delcy Rodríguez para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana vitimada pelos terremotos da quarta-feira e definir a melhor forma de prestarmos apoio ao país vizinho.
Vamos enviar,…
— Lula (@LulaOficial) June 25, 2026
Em evento nesta quinta-feira, Lula também afirmou que os ministros estão reunidos em Brasília para discutir o envio de ajuda humanitária para a Venezuela.
"Fizemos uma reunião com vários ministros agora, falei com a presidente Delcy da Venezuela, do carro, para perguntar o que ela precisava que a gente fizesse. Nós estamos reunindo os ministros para mandar tudo que for necessário mandar para Venezuela: água, bombeiro, defesa civil, remédio".
Estado de Emergência
O governo venezuelano decretou estado de emergência em todo o país, determinou o fechamento do Aeroporto Internacional de Maiquetía após danos estruturais e manteve equipes de resgate mobilizadas em busca de sobreviventes.
Dezenas de edifícios desabaram ou apresentaram avarias graves, com maior impacto em Caracas e no estado de La Guaira, identificado pelas autoridades como uma das áreas mais afetadas. Estruturas urbanas registraram colapsos parciais e totais, com registros de danos distribuídos em diferentes regiões da capital.
Os tremores também tiveram alcance regional e foram percebidos em países vizinhos, como a Colômbia, e em cidades do Norte do Brasil, entre elas Belém, Manaus, Santarém, Macapá e Cutias do Araguari.
Pela manhã, em publicação nas redes sociais, Lula afirmou ter recebido a notícia do desastre "com grande preocupação e consternação" e informou que o governo brasileiro acompanha a situação para avaliar formas de assistência ao país vizinho.
"Instrui o Ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a Embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar", escreveu.
Sismos na Venezuela e impactos regionais
Na quarta-feira, um primeiro tremor de magnitude 7,2 ocorreu às 18h04 no horário local (19h04 no horário de Brasília), a cerca de 200 quilômetros a oeste da capital venezuelana. Pouco depois, um segundo abalo, de magnitude 7,5, foi registrado a cerca de 45 quilômetros do primeiro epicentro.
Após os dois eventos, cerca de 30 réplicas foram registradas, segundo a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez. Os terremotos provocaram destruição de edifícios e registros de pânico em Caracas e em outras regiões do país, conforme relatos oficiais.
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