Lula diz que visita a Trump poderá ocorrer em 16 de março
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 24, que pretende viajar aos Estados Unidos em meados de março, mas ainda aguarda a confirmação oficial da agenda com o presidente norte-americano. Segundo Lula, a reunião com Donald Trump ainda não tem data definida, mas a expectativa é que ocorra por volta de 16 de março.
A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas que acompanham a visita oficial do presidente à Coreia do Sul. Ele indicou que pretende discutir com o presidente dos Estados Unidos temas ligados aos interesses do Brasil, ao multilateralismo e à democracia. Ele afirmou que também ouvirá quais assuntos estarão na pauta da Casa Branca.
"Ainda não está marcada a reunião, acho que precisa ser lá pelo dia 16 de março, ou próximo a essa data, e quando tiver a reunião nós vamos conversar os assuntos", disse Lula em coletiva de imprensa, adiantando que pretende levar consigo nessa viagem representantes da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério da Fazenda para tratar do combate ao crime organizado.
No domingo, durante passagem pela Índia, o presidente já havia antecipado que pretende tratar com Trump de comércio, imigração, investimentos e cooperação entre universidades. A agenda bilateral deve incluir temas econômicos, migratórios e educacionais.
Recentemente, fontes com conhecimento das negociações informaram à agência Reuters que o governo brasileiro sugeriu a segunda quinzena de março como possível período para a viagem, com indicação da semana do dia 15. Até então, não havia resposta formal da Casa Branca sobre a proposta apresentada pelo Brasil.
Tarifaço dos EUA
Questionado sobre a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, na sexta-feira, que invalidou parte das tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos importados, Lula evitou comentar o caso.
Após a derrota na Corte, o republicano anunciou tarifas globais de 10% sobre importações que entraram em vigor nesta terça-feira, 24. O percentual é inferior aos 15% mencionados pelo presidente no sábado, 21, mas nenhuma diretriz oficial elevando a taxa foi publicada até o momento.
A medida foi formalizada por meio de ordem executiva assinada horas após a Suprema Corte bloquear parte das tarifas amplas impostas anteriormente com base na International Emergency Economic Powers Act (IEEPA).
Coreia do Sul e Mercosul retomam debate sobre acordo comercial
Durante a visita a Seul, Lula relatou que discutiu com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, a possibilidade de avanço em um acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul. As negociações estão paralisadas desde 2021.
O presidente brasileiro declarou que há interesse em retomar as negociações e concluir o entendimento ainda neste ano. "Ele se mostrou muito interessado, nós vamos montar as comissões para começar a debater e eu acho que, se tudo der certo, a gente pode concluir esses acordos todos neste ano", detalhou Lula.
Nesta segunda-feira, em meio à agenda oficial no país asiático, o Ministério da Agricultura informou que a Coreia do Sul avançou no processo de abertura e ampliação do mercado para carnes bovina e suína do Brasil. O governo sul-coreano confirmou a realização de auditorias em frigoríficos brasileiros e indicou que avaliará outros Estados aptos a exportar carne suína.
Segundo a pasta, a medida faz parte do processo de habilitação sanitária necessário para exportações ao mercado sul-coreano.
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