Lula nomeia Teresa Leitão no lugar de Jaques como líder do governo no Senado

Por Ivan Martínez-Vargas 26 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Lula nomeia Teresa Leitão no lugar de Jaques como líder do governo no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na manhã desta quinta-feira, 25, o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) como líder do governo no Senado, em substituição a Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o posto após ter sido alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF).

No anúncio, feito pelas redes sociais do presidente, Lula diz que a senadora tem "a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros".

Jaques deixou a liderança oito dias após ter sido alvo da PF, que apura se o senador recebeu vantagens indevidas, como um apartamento de luxo em Salvador e o pagamento de R$ 3,5 milhões em supostas propinas, do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do extinto Banco Mater. O petista nega qualquer irregularidade e busca, no STF, a anulação da operação de busca e apreensão realizada pela PF na semana passada.

O mais cotado para substituir Jaques era o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT), mas a avaliação no PT é de que ele será relevante na campanha do atual governador cearense, Elmano de Freitas (PT), que enfrenta dificuldades para se reeleger. Elmano deve enfrentar Ciro Gomes (PSDB), que se aliou ao PL de Flávio Bolsonaro no estado.

Ex-deputada estadual de Pernambuco, Teresa Leitão tem 74 anos e foi eleita senadora em 2022. O simbolismo de ter uma líder mulher é apontado como um dos fatores que favoreceram a escolha do seu nome.

Teresa terá como desafio melhorar a relação do governo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que passa por uma crise desencadeada pela rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre trabalhou ativamente pelo rechaço ao indicado de Lula ao STF, o que irritou Lula. O presidente do Senado foi contrariado pelo presidente na escolha do nome para o Supremo e tinha como predileto para a Corte o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Alcolumbre tem mantido travada, no Senado, a tramitação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1. A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados há um mês, em 25 de maio. O senador não encaminhou o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo enviado ao colegiado uma PEC alternativa, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), apresentada pela oposição.

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