Madeira e IA: como uma empresa de 9 funcionários em São Paulo cruzou os dois mundos

Por Júlia Arbex 27 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Madeira e IA: como uma empresa de 9 funcionários em São Paulo cruzou os dois mundos

A madeira ainda passa longe da inteligência artificial no imaginário de muita gente. Na Listone, empresa de São Paulo que processa madeira nobre para pisos e painéis, a tecnologia já entrou no dia a dia. Ela ajuda a pesquisar mercados, traduzir catálogos, analisar concorrentes, organizar planilhas e apoiar a gestão financeira. Também virou ferramenta para testar novos produtos.

Fundada em 2011 por Rogerio Oezau, a Listone nasceu para atuar na etapa de produção da madeira. A empresa trabalha com painéis e pisos feitos de madeira engenheirada, uma técnica que cruza camadas do material em sentidos diferentes para reduzir problemas como empenamento e dilatação. Hoje, a empresa tem nove funcionários e atende cerca de 20 clientes de grande porte, principalmente indústrias.

A gestão diária está nas mãos de Vivian Ortiz, sócia do fundador, com quem também é casada. Ela entrou de vez no negócio em 2019, depois de anos ajudando a empresa enquanto mantinha um emprego formal. “A gente não tinha dinheiro para investir no começo, então eu não podia deixar de ser CLT”, diz. “Sempre acreditei no negócio, mesmo sem saber nada sobre madeira.” Em 2025, a Listone faturou cerca de 5 milhões de reais. Para 2026, projeta expansão entre 2,4% e 5% e quer entrar em mercados internacionais.

A inteligência artificial também foi usada na criação da Encaixe Urbano, marca voltada para o consumidor final, com prateleiras e suportes no modelo “faça você mesmo”. “O logotipo, o conceito e o posicionamento foram desenvolvidos com apoio da inteligência artificial”, diz Ortiz.

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