Maior centro de inovação em irrigação do mundo chega ao Brasil com aposta de empresa austríaca
Transformar a fazenda em um ativo econômico mais resiliente diante das mudanças climáticas e menos dependente da "sorte da chuva" virou uma questão de sobrevivência do agronegócio brasileiro.
Nesse cenário, a irrigação de precisão ganha espaço como infraestrutura crítica de produção, ao permitir previsibilidade, ganho de eficiência e até a ampliação de safras.
“Irrigação entrou no Brasil como um "seguro" do negócio, funcionando como um ‘empréstimo’ de água”, afirma Gustavo Hossri, diretor global de inovação e gerente-geral da Komet para Brasil e América Latina, em entrevista à EXAME.
Agora, essa solução ganha uma nova escala. A austríaca Komet escolheu o Brasil para sediar o maior centro global de inovação em irrigação, com investimento de R$ 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento.
A iniciativa faz parte da estratégia da multinacional para dobrar sua receita global nos próximos cinco anos e posiciona o país como peça-chave deste mercado.
Hoje, o Brasil tem cerca de 40 mil pivôs centrais instalados, mas apenas uma parcela ainda utiliza tecnologias mais avançadas de aplicação de água.
Para a Komet, essa lacuna representa uma oportunidade de crescimento relevante em um setor que pode se expandir de 2,4 milhões para mais de 30 milhões de hectares irrigados.
Segundo o diretor, o Brasil reúne uma combinação rara de escala agrícola, clima tropical e potencial de expansão. Além disso, a possibilidade de produzir até três safras por ano é mais um "privilégio natural".
Nesse contexto, a irrigação deixa de ser apenas uma solução para períodos de seca e passa a ser uma estratégia para aumentar produtividade sem expandir área, em um cenário de restrições ambientais e pressão por sustentabilidade frente ao desmatamento.
Na prática, eficiência hídrica se traduz diretamente em redução de custos e aumento de produtividade.
Hoje, a empresa já contribui para economizar cerca de 250 bilhões de litros de água por ano apenas no Brasil. No mundo, esse número ultrapassa 700 bilhões de litros anuais.
O impacto também chega ao consumo de energia. Sistemas modernizados podem reduzir o gasto energético em cerca de 15%, com casos que chegam a 30% dependendo da operação.
“O produtor não quer desperdiçar água nem energia”, destaca Gustavo.
A tecnologia por trás: como funcionam os aspersores
No centro dessa transformação está um componente pouco visível, mas decisivo: o aspersor, acoplado a pivôs centrais. Essas estruturas metálicas que percorrem a lavoura distribuindo água e são responsáveis por transformar o fluxo contínuo em gotas que simulam a chuva.
“A missão do aspersor é fazer a gota chegar ao solo”, resume Gustavo.
Parece simples, mas o desafio é grande. Se as gotas forem muito pequenas, evaporam antes de atingir o solo. Se forem grandes demais, podem compactar a terra ou causar desperdício. [grifar]O equilíbrio entre tamanho, pressão e distribuição define o nível de eficiência da irrigação.
É aí que antra a tecnologia da Komet, que busca justamente otimizar esse processo, garantindo maior uniformidade na aplicação e reduzindo perdas por evaporação e deriva.
Em condições ideais, os sistemas atingem níveis de uniformidade superiores a 95% e reduzem perdas em mais de 20% em relação a soluções convencionais.
Os resultados em economia de energia e água vem não apenas da mecânica mais eficiente, mas também do uso de dados e inteligência artificial. Sensores e modelos matemáticos permitem calcular, por exemplo, o nível de evaporação durante a irrigação, uma variável que historicamente não era mensurada no campo.
Como funciona o hub de inovação e pesquisa
O novo centro de inovação no Brasil nasce justamente para acelerar essa transformação digital. O espaço funciona como um laboratório avançado, com simulações de vento, sensores e coleta de dados em tempo real para avaliar o desempenho dos equipamentos em diferentes condições.
“Vamos conseguir entregar ao produtor informações que ninguém nunca teve em mais de 70 anos”, diz o diretor.
A ideia é transformar o aspersor, antes um componente puramente mecânico, em uma fonte de dados, capaz de indicar desgaste, eficiência e até o melhor momento para manutenção ou substituição.
Na prática, isso permite que o produtor tome decisões mais precisas, reduza desperdícios e aumente o retorno sobre o investimento.
Mais do que um laboratório, funcionará como um hub de inovação aberto ao ecossistema do agro. Produtores, distribuidores e parceiros poderão acompanhar testes, acessar dados e interagir com as tecnologias em desenvolvimento.
Para o executivo, a escolha do Brasil também reflete a maturidade do produtor local, que historicamente adota novas práticas com rapidez, e o papel crescente do país na segurança alimentar global.
Ao permitir produzir mais na mesma área e com menor uso de recursos, a tecnologia pode se tornar uma das principais alavancas para o crescimento sustentável do agro e a aposta da Komet coloca o Brasil na dianteira da transformação.
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