Mamonas Assassinas: o que aconteceu com a Brasília Amarela após 30 anos?
A Brasília Amarela eternizada no clipe de “Pelados em Santos”, dos Mamonas Assassinas, se tornou um dos símbolos mais marcantes da música brasileira dos anos 1990. Quase três décadas após o auge da banda, o destino do carro ainda desperta curiosidade entre fãs.
Lançada em 1995, “Pelados em Santos” virou um dos maiores sucessos do grupo e ajudou a transformar a Volkswagen Brasília amarela em ícone da cultura pop nacional. No clipe, o vocalista Dinho aparece deitado sobre o veículo, que virou parte da identidade visual da banda.
O que aconteceu com a Brasília Amarela?
Após a morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas, em março de 1996, a Brasília Amarela usada no videoclipe foi sorteada no programa “Domingo Legal”, apresentado por Gugu Liberato.
O vencedor foi um morador do Rio de Janeiro. No entanto, o veículo enfrentou problemas de documentação e acabou apreendido por circular com licenciamento vencido. O carro foi levado ao pátio do Detran-RJ, onde permaneceu por quase uma década e se deteriorou, segundo informações do Aventuras na História.
O site ainda destacou que, em 2015, familiares de Dinho conseguiram adquirir a Brasília em um ferro-velho. No ano seguinte, o veículo passou por um processo de restauração.
Atualmente, a Brasília Amarela pertence a Hildebrando Alves, pai de Dinho, e costuma ser exibida em eventos e exposições. O carro também foi utilizado nas filmagens do longa “Mamonas Assassinas – O Impossível Não Existe”.
Por que a Brasília Amarela virou símbolo da banda?
A letra de “Pelados em Santos” menciona diretamente o carro, incluindo referências como “rodas Gaúcha”. A combinação entre humor, irreverência e elementos da cultura popular ajudou a consolidar a imagem da Brasília como parte da narrativa da música.
O clipe, um dos poucos produzidos pelos Mamonas Assassinas, combinava cenas reais com animações cartunescas e ajudou a eternizar a imagem irreverente da banda.
O acidente que matou os Mamonas Assassinas
Os cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas morreram em 2 de março de 1996 após a queda de um avião na Serra da Cantareira, em São Paulo. A aeronave fazia o trajeto entre Brasília e o Aeroporto de Guarulhos.
Estavam a bordo o vocalista Dinho, Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclados) e Sérgio Reoli (bateria), além de integrantes da equipe e da tripulação.
De acordo com investigações conduzidas por autoridades aeronáuticas, fatores como exaustão do piloto, baixa visibilidade noturna e falhas na comunicação contribuíram para o acidente. A tragédia marcou o fim precoce de uma das bandas mais populares da música brasileira nos anos 1990.
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