Mara Maravilha exibe transformação após cirurgia facial e resultado impressiona
Durante uma edição do “Programa Maravilha”, a cantora e apresentadora Mara Maravilha revelou o resultado de um lifting facial realizado recentemente e compartilhou imagens do antes e depois do procedimento. Nas redes sociais, ela celebrou a mudança ao afirmar: “Eu estou repaginada”.
A artista faz parte de um grupo cada vez maior de famosos e anônimos que têm apostado no lifting facial, procedimento que atravessa uma fase de renovação e popularidade. Atualmente, a cirurgia deixou de focar apenas no estiramento da pele e passou a atuar nas estruturas mais profundas que sustentam o rosto.
“Se antes o lifting facial era associado àquela aparência ‘esticada’, quase como um tecido puxado além do ponto ideal, hoje a lógica é outra. Na prática, isso significa que o objetivo já não é apenas suavizar rugas superficiais, mas reposicionar tecidos mais profundos que, com o envelhecimento, descem e perdem sustentação. É como ajustar a fundação de uma casa em vez de apenas pintar a fachada”, explica a cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Segundo especialistas, o envelhecimento facial não afeta somente a pele, mas também músculos, ligamentos e compartimentos de gordura, responsáveis pelo contorno e sustentação da face. “Ele envolve a queda de músculos, gordura e ligamentos que dão forma ao rosto. Por isso, as técnicas modernas de lifting trabalham em camadas mais profundas, respeitando a anatomia e preservando a identidade do paciente”, completa o cirurgião plástico Dr. Carlos Manfrim, membro da SBCP.
Entre as abordagens mais modernas está o chamado deep plane facelift. A técnica, embora tenha origem em conceitos antigos, passou por uma evolução significativa nos últimos anos. “Apesar de ser uma variação de uma técnica muito antiga, ela está sendo aplicada de uma forma muito moderna. É um lifting que traz resultados mais naturais e que tem uma recuperação global mais rápida do que as técnicas com grandes descolamentos de pele que era o que se fazia há cerca de 10 anos. Outro adendo muito importante é a lipoenxertia que normalmente é associada, o que dá um refinamento ainda maior ao resultado”, explica a cirurgiã plástica Dra. Flávia Bonato, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS).
Diferentemente dos procedimentos mais antigos, que tracionavam a pele de forma horizontal, o deep plane reposiciona os tecidos acompanhando o movimento natural de queda da face ao longo do envelhecimento, geralmente em direção vertical. “Conseguimos restaurar todas as camadas afetadas, de maneira muito assertiva e com naturalidade”, acrescenta a Dra. Flávia.
A consequência é um resultado mais equilibrado e fiel às características originais do paciente. “O resultado tende a ser mais harmônico, sem alterar traços marcantes como o formato dos olhos ou da boca”, explica a Dra. Heloise.
O procedimento costuma ser realizado sob anestesia e pode durar entre três e seis horas. As incisões são posicionadas em áreas estratégicas próximas às orelhas e ao couro cabeludo, contribuindo para cicatrizes discretas. “As técnicas mais recentes conseguem reposicionar tecidos mais profundos e o resultado é esteticamente mais agradável e natural. Elas tratam de forma pontual todas as camadas que apresentam envelhecimento, da superfície ao SMAS (Sistema Músculo Aponeurótico Superficial), tecido que cobre a musculatura, através de pontos para reposicioná-lo”, diz a Dra. Beatriz Lassance, membro da SBCP.
Outro diferencial das técnicas atuais é a redução do trauma cirúrgico. Ao atuar em planos mais profundos e com maior precisão, o médico consegue preservar melhor a circulação sanguínea e diminuir o descolamento da pele. Isso favorece uma recuperação mais confortável, com menos inchaço e menor risco de complicações.
“Além disso, detalhes técnicos também evoluíram: o uso de cola cirúrgica no lugar de drenos tradicionais, por exemplo, ajuda a reduzir o edema e melhora a adaptação dos tecidos, tornando o pós-operatório mais confortável”, completa o especialista.
Essas transformações ajudaram a impulsionar novamente a procura pelo lifting facial. De acordo com a Dra. Flávia Bonato, durante um período o procedimento perdeu espaço para preenchimentos e tecnologias estéticas por apresentar resultados menos naturais e pouco duradouros.
“Perdeu espaço por um tempo para os procedimentos estéticos como preenchimentos e tecnologias. Porém, de uns anos para cá com a modernização das técnicas conseguimos entregar resultados infinitamente melhores e mais duradouros, com custo benefício ótimo em relação aos procedimentos menos invasivos, trazendo assim maior interesse em relação a cirurgia”, diz a Dra. Flávia Bonato.
Outra inovação que vem ganhando destaque é o lifting endoscópico. Utilizando microcâmeras e pequenas incisões escondidas no couro cabeludo, a técnica permite reposicionar estruturas faciais com maior precisão e menor agressão aos tecidos.
“Por meio de pequenas incisões, geralmente escondidas no couro cabeludo ou até mesmo atrás da linha do cabelo, o cirurgião consegue reposicionar tecidos com menor agressão, especialmente em áreas como testa e terço médio da face. A câmera com fibra ótica permite uma visão clara daquelas estruturas profundas da face, que são exibidas no monitor. A pele, nessa técnica, não sofre com o descolamento amplo. Esse tipo de abordagem reforça a tendência atual: fazer menos, porém com mais estratégia”, diz a Dra. Heloise.
A busca crescente por naturalidade também tem influenciado a decisão dos pacientes. “Na medida que o paciente busca resultados mais naturais e começa a perceber que os procedimentos menos invasivos podem trazer, se não usados corretamente, resultados estigmatizantes, a opção pela cirurgia pode ser a melhor escolha. Ainda que a opção pela cirurgia afaste o paciente da sua rotina diária por duas semanas em média, a naturalidade e a maior durabilidade podem ser vantajosas”, diz a Dra. Beatriz Lassance.
Para os especialistas, a cirurgia facial contemporânea é guiada por um conceito central: equilíbrio. “Ao mesmo tempo que o objetivo não é transformar, ele também não se pauta pelo resultado nulo. Ou seja, o foco é restaurar: não é apagar o tempo, mas reorganizar seus efeitos. Isso exige um olhar mais criterioso sobre proporções, volumes e dinâmica facial. Cada ajuste precisa dialogar com o todo, evitando excessos que comprometam a naturalidade”, destaca o cirurgião plástico.
Além da discrição dos resultados, a durabilidade também se tornou um fator determinante para quem busca o procedimento. “Pacientes não buscam apenas uma melhora imediata, mas algo que continue fazendo sentido ao longo dos anos. Ao trabalhar a estrutura profunda e preservar tecidos, as técnicas atuais tendem a envelhecer melhor, mantendo a harmonia facial mesmo com o passar do tempo; e em muitos casos, podendo ter seus efeitos prolongados por procedimentos menos invasivos”, diz a Dra. Heloise.
“No fim das contas, o melhor resultado é aquele que não denuncia o procedimento. É parecer descansado, com aparência mais leve, mas ainda completamente reconhecível”, finaliza.
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