María Corina Machado articula acordo político e defende nova eleição na Venezuela
A principal coalizão da oposição da Venezuela, liderada por María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, propôs nesta quinta-feira, 28, uma negociação política com o governo interino de Delcy Rodríguez, com acompanhamento dos Estados Unidos, para viabilizar uma transição democrática no país.
A iniciativa foi formalizada no chamado “Manifesto do Panamá” e prevê a realização de eleições presidenciais consideradas “livres, transparentes e soberanas”, sob observação internacional.
O texto também defende a renovação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), hoje sob influência do chavismo, e a definição de um cronograma eleitoral com regras verificáveis.
O documento estabelece ainda uma série de exigências para o avanço do processo, incluindo a libertação de presos políticos civis e militares, o retorno seguro de exilados e a normalização do espaço político e cívico no país.
A proposta também prevê o desmantelamento de estruturas armadas ilegais e a construção de um acordo nacional com participação de partidos, sindicatos, universidades e setores produtivos, com o objetivo de garantir estabilidade institucional e recuperação econômica.
Segundo o grupo opositor, a negociação deve ocorrer com apoio de aliados internacionais e dentro de um modelo dividido em fases, que inclui estabilização, recuperação institucional e transição democrática.
María Corina Machado afirmou que a iniciativa busca estabelecer condições mínimas para uma disputa eleitoral legítima.
Em declarações recentes, ela defendeu que o processo deve ocorrer com garantias de segurança, ampla participação política e supervisão internacional.
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