Marília Campos diz que candidatura própria do PT em Minas é 'equívoco estratégico'

Por André Martins 26 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Marília Campos diz que candidatura própria do PT em Minas é 'equívoco estratégico'

A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT), afirmou nesta quinta-feira, 25, que a decisão do PT de lançar uma candidatura própria na disputa pelo governo do estado é um "equívoco estratégico".

A decisão, anunciada pelo diretório mineiro do partido, teve aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marília é cotada para disputar o governo do estado, mas reforçou a preferência por disputar o Senado. Hoje, ela aparece bem colocadas nas pesquisas para a disputa de duas vagas à Casa Alta.

A ex-prefeita disse que a decisão pode "fragilizar o campo democrático" e "reproduzir uma disputa polarizada".

"Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros, além de dificultar a formação de uma maioria política capaz de sustentar o projeto democrático liderado pelo presidente Lula", disse a pré-candidata ao Senado em nota divulgada à imprensa.

Marília afirmou ainda que o caminho do PT é "liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva", reunindo partidos progressistas. A petista reforçou ainda que a sua pré-candidatura ao Senado é "estratégica" e importante para que Lula tenha um senador mineiro na sua base.

"Essa é a única disponibilidade política colocada por Marília para a disputa de 2026 e o palanque petista capaz de contribuir para a reeleição do presidente Lula no estado. Mais do que projetos individuais, o momento exige responsabilidade política, diálogo e compromisso com uma alternativa viável para Minas Gerais", afirmou.

Alternativas fora do PT

Antes de anunciar a candidatura própria, o partido estudava os nomes do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior e do ex-presidente da Fiesp Josué Gomes, que hoje estão no PSB. Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, também já foi cotado.

O plano inicial de Lula em Minas era lançar Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo do Estado. Pacheco, porém, declinou do convite e afirmou que deixará a vida pública. Davi Alcolumbre (União), presidente do Senado e aliado de Pacheco, defendia a indicação do mineiro para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).

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