Marqueteiro de Flávio Bolsonaro deixa campanha após caso 'Dark Horse'
O publicitário Marcello Lopes deixou a equipe de campanha do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira, 20.
Em nota, Lopes informou que se reuniu durante a tarde com o senador para comunicar que não seguirá na coordenação da campanha eleitoral.
Marcello Lopes afirmou que a decisão ocorreu por motivos profissionais e pessoais. Segundo o comunicado, ele pretende direcionar atenção à própria empresa e retornar aos Estados Unidos para cumprir compromissos familiares.
"Marcello Lopes esteve reunido com o pré-candidato Flávio Bolsonaro durante toda a tarde desta quarta-feira (19). No encontro, Lopes comunicou que não poderá mais colaborar na pré-campanha à presidência da República. O publicitário, que é amigo pessoal do parlamentar, decidiu, neste momento, focar na própria empresa e priorizar os seus negócios. Lopes volta para os Estados Unidos para cumprir agenda familiar", diz o texto.
O publicitário Eduardo Fischer deve ocupar a função, segundo informações do jornal O GLOBO.
Fischer atua há décadas no mercado publicitário e acumula passagens por campanhas e projetos de comunicação. O nome dele já havia sido cogitado para integrar a equipe de Flávio Bolsonaro no início deste ano.
As críticas ao senador cresceram depois da divulgação de informações sobre um pedido de recursos para financiar o projeto "Dark Horse", um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Relações com Flávio Bolsonaro
O site Intercept Brasil publicou mensagens que mostram conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para marcar encontros. O senador confirmou os contatos, mas negou irregularidades.
Investigadores avaliam que o avanço das apurações reduz a margem para um acordo considerado vantajoso para o banqueiro. A colaboração premiada prevê mecanismos como confissão de crimes, pagamento de multa e entrega de provas, em troca de possíveis benefícios judiciais, incluindo redução de pena.
Antes das negociações, Vorcaro havia solicitado transferência da Penitenciária Federal de Brasília e garantias de proteção para familiares.
Na semana passada, a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai do banqueiro. Ele é investigado sob suspeita de atuar como operador financeiro da “Turma”, grupo apontado pelas autoridades como braço armado da suposta organização criminosa atribuída ao dono do Banco Master.
Segundo a PF, Henrique também teria atuado como “demandante e beneficiário” de ações do grupo voltadas à intimidação de adversários de Daniel Vorcaro.
As investigações ainda apontam que o banqueiro teria utilizado uma conta bancária do pai para ocultar R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas das fraudes financeiras investigadas. A defesa de Henrique Vorcaro declarou considerar a prisão “grave” e “desnecessária”.
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