Mercado Livre começa a vender medicamentos em São Paulo
O Mercado Livre começou a vender medicamentos em São Paulo nesta terça-feira, 31, em um projeto piloto que marca a entrada da empresa no setor farmacêutico no Brasil.
A iniciativa ocorre após a aquisição da Farmácia Cuidamos, que pertencia à Memed, concluída no ano passado. Por enquanto, a venda está disponível apenas em parte da capital paulista.
Na semana passada, o ice-presidente executivo de commerce do Mercado Livre, Fernando Yunes, disse à EXAME que o plano da empresa era avançar em medicamentos ainda este ano.
Os pedidos estão disponíveis em uma página específica dentro da plataforma, acessível a consumidores em bairros como Vila Mariana, Paraíso e Itaim. A expectativa é que a cobertura seja ampliada ao longo dos próximos meses.
Neste primeiro momento, a oferta está restrita a medicamentos sem prescrição, como analgésicos, antitérmicos, antiácidos, digestivos e vitaminas.
A promessa da empresa é de entregas em até três horas, dependendo da região. Segundo o Mercado Livre, todo o trajeto dos produtos será monitorado, com foco em garantir validade, procedência e condições sanitárias.
Além disso, os consumidores poderão tirar dúvidas com farmacêuticos por meio de um canal direto dentro da plataforma.
Remédio no Mercado Livre: já disponível em bairros selecionados de São Paulo (Mercado Livre/Reprodução)
A movimentação coloca o Mercado Livre em um segmento dominado por grandes redes de farmácias e aplicativos de entrega, e amplia a disputa no varejo de saúde — um mercado que tem avançado com a digitalização e a busca por conveniência.
Segundo Tulio Landin, diretor sênior de marketplace da companhia no Brasil, o piloto servirá como base para testar um modelo mais amplo. A ideia é, no futuro, permitir que farmácias de diferentes portes vendam seus produtos dentro da plataforma, em formato de marketplace.
Hoje, diz o executivo, o consumidor ainda enfrenta limitações tanto no ambiente online quanto no físico, como pouca variedade, dificuldade de comparar preços e acesso restrito a estabelecimentos.
A empresa já opera com venda de medicamentos em outros países da América Latina, como México, Colômbia, Argentina e Chile, e vê o Brasil como um próximo passo na expansão dessa frente.
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