Mercado Livre integra afiliados ao Facebook e amplia social commerce

Por Juliana Pio 28 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Mercado Livre integra afiliados ao Facebook e amplia social commerce

O Mercado Livre anunciou uma integração com a Meta que conecta o seu Programa de Afiliados e Criadores ao sistema de Parcerias com Afiliados do Facebook. A iniciativa permite que criadores publiquem links de produtos diretamente em conteúdos na plataforma e recebam comissões por vendas geradas a partir dessas publicações.

A movimentação ocorre após a expansão da base de afiliados da empresa. No quarto trimestre de 2025, o número de participantes cresceu 475% em relação ao mesmo período de 2024. Com a integração, o programa passa a operar de forma nativa para criadores ativos no Facebook no Brasil.

Na prática, usuários do programa do Mercado Livre poderão inserir links de produtos do marketplace diretamente em posts. A jornada de compra ocorre dentro do fluxo do conteúdo: o consumidor acessa o item pelo post, clica no link e finaliza a transação no ambiente do Mercado Livre.

Segundo a empresa, a iniciativa busca ampliar o alcance do modelo de social commerce, que tem ganhado espaço nas estratégias de e-commerce.

“A forma como as pessoas descobrem e compram produtos vem mudando constantemente”, diz Renata Gerez, diretora de social commerce LATAM do Mercado Livre. “Ao integrar o programa à ferramenta de afiliados do Facebook, ampliamos as possibilidades para criadores que já produzem conteúdo na plataforma", complementa.

Do lado da Meta, a integração é apresentada como parte da expansão global da ferramenta de afiliados para a América Latina. “Estamos oferecendo uma infraestrutura onde a inspiração no feed se transforma em uma jornada de compra fluida”, diz Eduardo Barros, gerente de vendas da empresa. “Nosso papel é prover ferramentas para que marcas e criadores possam gerar resultados dentro do Facebook e do Instagram.”

O programa de afiliados do Mercado Livre é aberto a qualquer usuário, sem exigência de base mínima de seguidores. A estratégia acompanha o avanço de formatos de monetização baseados em volume de conteúdo e distribuição em redes sociais, com participação crescente de criadores de diferentes portes. Como mostrou a EXAME, em setembro, o canal chegou a gerar 72 vendas por minuto e, desde então, o número subiu para 88.

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