Mercados asiáticos têm maior queda em um ano com tensão no Irã
O mercado financeiro global ampliou as perdas nesta quarta-feira, 4, com quedas mais intensas nas bolsas asiáticas diante da redução das expectativas de uma resolução rápida para o conflito no Irã.
A continuidade dos confrontos elevou a preocupação dos investidores com uma possível alta nos preços do petróleo e seus efeitos sobre a inflação global, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.
Na Ásia, o principal índice regional registrou a maior queda em quase um ano, pressionado por uma venda recorde de ações sul-coreanas. Investidores também reduziram posições em ativos que estavam entre os que mais haviam subido ao longo do ano.
O índice MSCI Asia Pacific recuou 4%, enquanto o MSCI Emerging Markets caiu 3,9%.
Nos Estados Unidos (EUA), os contratos futuros indicaram cautela no mercado. O S&P 500 recuou 0,3%, enquanto o Nasdaq 100 e o Dow Jones Industrial Average caíram 0,4%.
Na Europa, o movimento foi diferente. O índice Stoxx 600 avançou 0,4%, em uma tentativa de recuperação após registrar, na véspera, o pior desempenho diário desde abril.
O fator petróleo e o choque inflacionário
A desestabilização do Oriente Médio, decorrente do ataque dos EUA e de Israel contra o Irã, mantém o foco dos mercados no fornecimento de energia.
O tráfego no Estreito de Ormuz está praticamente paralisado, enquanto investidores avaliam os planos do presidente Donald Trump de oferecer seguro e escolta para petroleiros na região.
O chefe de estratégia de mercado da Macro Hive, Bilal Hafeez, afirmou à Bloomberg que "todos os caminhos levam a preços mais altos de petróleo."
"Este é um choque inflacionário e precisamos observar quanto tempo esse choque no preço do petróleo durará para que tenha um impacto mais amplo sobre as expectativas de inflação e se propague por todo o sistema", acrescentou.
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