Mercados europeus caem após nova ofensiva tarifária dos EUA
Os investidores europeus tiveram pouco tempo para comemorar a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA), na sexta-feira, 20, de barrar as tarifas de importação do presidente Donald Trump.
Isso porque o republicano não perdeu tempo e já implementou uma alíquota global atualizada de 15% para todos os países, movimentando os mercados em meio a incertezas políticas e jurídicas.
Antes este percentual estava em 10%, mas Trump adicionou um novo aumento em resposta à Corte, já que, na sua visão, muitos países "têm explorado os EUA durante décadas sem retaliação".
Donald Trump: presidente dos EUA atualiza tarifas de importação para 15% para todos os países. (Saul Loeb/AFP)
Segundo Trump, a elevação da taxa para 15% é "totalmente permitida e legalmente testada".
O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,3% logo após a abertura nesta segunda-feira, 23, com a maioria dos setores e das principais bolsas europeias operando no vermelho.
Um exemplo disso foi o índice DAX, da Alemanha, que recuava 0,54% por volta das 10h20 (horário de Brasília).
Momento de cautela na Europa
Embora os mercados da Ásia-Pacífico não tenham sido tão atingidos até agora, o sentimento na Europa é de cautela diante da nova barreira da Casa Branca.
A União Europeia (UE), inclusive, destacou que não aceitará um novo aumento de tarifas dos EUA.
A incisiva de Trump pegou os investidores de surpresa e trouxe de volta um forte clima de tensão tanto sobre a inflação quanto sobre o crescimento global, segundo fontes ouvidas pela CNBC.
Clima de altos e baixos nas empresas
A varejista britânica JD Sports conseguiu saltar quase 4% e se tornar um dos destaques positivos do Stoxx 600 após anunciar a recompra de € 200 milhões em ações.
Por outro lado, a produtora de especialidades químicas Johnson Matthey contou com queda de 12% devido a um movimento de venda de uma de suas unidades.
Rolls-Royce: papéis da empresa automobilística inglesa caem após Trump. (Rolls-Royce/Divulgação)
Já a Rolls-Royce começou o dia em queda de 0,6%, com o mercado aguardando seu relatório de lucros na quinta-feira, 26, e rumores de um novo plano de recompra de ações.
O sentimento de espera dos investidores é compartilhado no caso das gigantes Puma e Diageo, que devem divulgar resultados nos próximos dias.
A semana reserva, ainda, dados econômicos como a pesquisa de clima de negócios Ifo na Alemanha e os índices de inflação na Itália, informaram especialistas consultados pela CNBC.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: