Mesmo com novo corte da Selic, Brasil segue com 2º maior juro real do mundo
Mesmo com a queda da Selic para 14,50% ao ano, o Brasil segue com o segundo maior juro real do mundo, segundo levantamento compilado pelo economista Jason Vieira, da consultoria MoneYou e Lev Intelligence.
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira, 29, reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, em decisão unânime na segunda redução consecutiva.
O juro real é a taxa de juros ajustada pela inflação, que reflete o retorno efetivo do investimento ou o custo do crédito, descontando a perda do poder de compra da moeda. E a taxa real combina a inflação projetada para os próximos 12 meses.
De acordo com o estudo, a taxa de juros real do Brasil ficou em 9,33%. O país está atrás apenas da Rússia, que tem taxa de 9,67%. Em relação ao levantamento anterior, a taxa caiu 0,18 ponto percentual.
O Japão tem o menor juro entre os países do ranking, com -1,56%.
Em termos nominais, o Brasil permanece na 4ª colocação, acima de Colômbia, México e África do Sul e abaixo de Turquia, Argentina e Rússia. Os turcos têm taxa de 37% ao ano.
Ranking de maiores juros reais do mundo
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira se manteve na quarta posição. Veja abaixo.
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