Michelle se afasta de Flávio Bolsonaro em meio à campanha presidencial
A relação entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro continua marcada por atritos em meio à disputa presidencial de 2026.
Desde que foi anunciado como candidato do bolsonarismo ao Palácio do Planalto, em dezembro, Flávio não conseguiu trazer Michelle para sua campanha.
Segundo informações do Globo, a ex-primeira-dama impôs uma condição para participar da campanha: um pedido público de desculpas por parte do senador.
Até o momento, integrantes da família Bolsonaro não sinalizam disposição para atender à exigência.
O desgaste é resultado de divergências internas sobre a sucessão política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Michelle e Eduardo Bolsonaro romperam relações após o ex-parlamentar criticar publicamente a possibilidade de a madrasta disputar a Presidência ou ocupar a vice em uma chapa. Já a relação com Flávio se deteriorou após o senador classificá-la como "autoritária" durante divergências sobre alianças eleitorais no Ceará.
Posteriormente, Flávio chegou a pedir desculpas, mas o gesto não foi suficiente para restabelecer a proximidade.
Distância persiste
Nos bastidores do PL, a postura de Michelle é vista como uma forma de preservar seu capital político. A ex-primeira-dama também evitou se envolver em episódios recentes que atingiram Flávio, incluindo a crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o colunista Lauro Jardim, Michelle e Flávio ainda não se encontraram pessoalmente neste ano. O contato entre os dois ocorre apenas por meio de interlocutores como Rogério Marinho, Valdemar Costa Neto e Damares Alves.
A pressão para aproximar Michelle da campanha aumentou após novos dados da pesquisa Genial/Quaest mostrarem perda de apoio de Flávio em segmentos considerados estratégicos para o bolsonarismo, como evangélicos, mulheres, jovens e eleitores do Sudeste.
No cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Lula ampliou a vantagem para 44% a 38%. Entre os evangélicos, a diferença favorável a Flávio caiu de 37 para 21 pontos entre maio e junho.
Aliados avaliam que Michelle tem forte influência justamente entre mulheres e eleitores evangélicos, grupos considerados fundamentais para a recuperação da candidatura do senador.
*Com O Globo
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