Microsoft pretende investir US$ 10 bilhões para acelerar IA no Japão
A Microsoft apostou em um investimento de US$ 10 bilhões para ampliar a estratégia de expansão de inteligência artificial no Japão ao longo de quatro anos, transformando o país em um pilar relevante para a presença da multinacional na Ásia.
Os valores serão destinados para, principalmente, criar infraestrutura física de IA a partir de colaborações com as companhias locais Sakura Internet e SoftBank, que oferecerão unidades de processamento gráfico e serviços computacionais.
A ideia, conforme apontou a Bloomberg, é que a Microsoft sirva como um apoio para companhias japonesas conseguirem manter a infraestrutura necessária para processamento de dados dentro das fronteiras da região. Pesquisas anteriores de mercado já apontavam que a Ásia estava olhando com mais atenção para investimentos de IA: para 2026, os gastos combinados entre Coreia do Sul, Taiwan, Japão e China foram definidos em US$ 136 bilhões. Isso representa um aumento de 25% em comparação aos US$ 108,85 bilhões gastos ao longo de 2025.
Microsoft quer poder para rivalizar com gigantes
Um dos grandes focos do maior investimento em IA é posicionar o Copilot, assistente da empresa, como rival potente do ChatGPT, da OpenAI, e Gemini, do Google. A empresa tem direcionado cada vez mais recursos para bater de frente com líderes do mercado, seja reforçando a utilidade do Copilot para uso profissional ou buscando parcerias para a construção de centros de processamento de dados.
O acordo em destaque acrescenta a um plano divulgado em 2024 para investir US$ 2,9 bilhões no Japão. A Microsoft aproveita a busca de países asiáticos por rivalizar de forma igualitária com multinacionais dos Estados Unidos para oferecer auxílio que deve culminar em um impacto positivo para o mercado, que enfrenta receios de escassez e incerteza.
Outra colaboração comercial que pode estar prestes a ser assinada é entre a Microsoft, a Chevron e a Engine No. 1. Juntas, as empresas buscam construir uma usina alimentada por gás natural perto da cidade de Pecos; o investimento pode alcançar US$ 7 bilhões e a instalação deve ser capaz de gerar, inicialmente, 2.500 megawatts de eletricidade para os data centers.
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