Milei autoriza a entrada de tropas americanas na Argentina
O presidente argentino, Javier Milei, autorizou, por decreto, nesta sexta-feira, 17, a entrada de tropas americanas na Argentina para a realização de exercícios militares conjuntos.
A decisão, assinada pelo presidente e publicada no Diário Oficial, autoriza a entrada de equipamentos e pessoal das Forças Armadas dos EUA para participar do exercício militar "Atlantic Dagger", programado para ocorrer entre esta terça-feira e 12 de junho de 2026, bem como da operação naval "PASSEX", que acontecerá de 26 a 30 de abril.
As manobras do "Atlantic Dagger" serão realizadas em diversas instalações militares em todo o país, incluindo a Base Naval de Puerto Belgrano, a Guarnição Militar de Córdoba e a VII Brigada Aérea da Força Aérea Argentina, localizada em Moreno, na província de Buenos Aires.
O exercício "PASSEX", por sua vez, ocorrerá na Zona Econômica Exclusiva da Argentina (águas territoriais soberanas) e contará com a participação de navios da Marinha dos EUA, operando ao lado de unidades locais.
Em 2025, o Poder Executivo apresentou ao Congresso um projeto de lei para autorizar a entrada de tropas estrangeiras e o destacamento de forças argentinas no âmbito de exercícios conjuntos planejados, mas a iniciativa não foi debatida.
De acordo com a Constituição argentina, a autorização para a entrada de tropas estrangeiras é de responsabilidade do Parlamento, mas o governo justificou o uso do decreto como uma medida excepcional devido a uma situação de "necessidade e urgência", dada a falta de tramitação legislativa do projeto de lei original.
Segundo o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, essas atividades aumentarão a prontidão militar, fortalecerão a defesa regional e promoverão a troca de conhecimentos e de práticas operacionais.
Desde antes de sua chegada à presidência, em dezembro de 2023, Milei expressou total apoio aos Estados Unidos e a Israel, que considera seus dois principais aliados geopolíticos. Com o início do conflito entre os dois países e o Irã, o presidente argentino reiterou sua posição e deteriorou ainda mais as relações diplomáticas com o Irã, a ponto de expulsar seu representante diplomático.
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