Milhões vão às ruas contra Trump e ampliam pressão às vésperas das eleições de meio de mandato

Por institucional 28 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Milhões vão às ruas contra Trump e ampliam pressão às vésperas das eleições de meio de mandato

Milhões de americanos voltaram às ruas neste sábado, 28, em diferentes regiões dos Estados Unidos em uma nova onda de protestos contra o presidente Donald Trump. As manifestações, que integram o movimento “No Kings” (“Sem Reis”), marcam a terceira grande mobilização em menos de um ano e evidenciam o nível de polarização política no país. As informações são das agências AFP e EFE.

Os atos ocorreram simultaneamente em grandes centros urbanos e também em cidades menores e áreas rurais, um sinal de que a insatisfação ultrapassa os tradicionais redutos democratas. Segundo os organizadores, mais de 3.000 protestos estavam previstos em todo o país.

Guerra no Irã e medidas internas ampliam tensão

O principal combustível para os novos protestos é a recente escalada militar no Oriente Médio, após o início de uma ofensiva dos Estados Unidos em conjunto com Israel contra o Irã. A falta de clareza sobre objetivos e prazos da operação aumentou a pressão sobre o governo.

Além disso, críticos acusam Trump de adotar uma postura autoritária, com uso frequente de decretos executivos, atuação controversa do Departamento de Justiça e medidas contra políticas de diversidade racial e de gênero.

Outro ponto de crítica recorrente é a condução da política interna, incluindo ações migratórias consideradas agressivas e o uso de forças militarizadas em operações domésticas.

“Desde a última vez que marchamos, esta administração nos arrastou ainda mais profundamente para a guerra”, afirmou Naveed Shah, representante da organização de veteranos Common Defense.

Protestos se espalham pelo país

Em cidades como Atlanta, milhares de pessoas se reuniram em parques com cartazes que denunciavam riscos à democracia. Já em West Bloomfield, manifestantes enfrentaram temperaturas negativas para participar dos atos.

Na capital Washington, grupos cruzaram pontes sobre o rio Potomac em direção ao Lincoln Memorial — palco histórico de mobilizações por direitos civis.

O alcance geográfico das manifestações inclui até regiões remotas, como Kotzebue, acima do círculo polar ártico.

Movimento cresce desde 2025

O movimento “No Kings” ganhou força desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025. A primeira grande mobilização, em junho do ano passado, reuniu milhões de pessoas. Já a segunda, em outubro, teria alcançado cerca de sete milhões de participantes, segundo os organizadores.

Agora, a expectativa era de uma adesão ainda maior, impulsionada também pelo índice de aprovação do presidente, que gira em torno de 40%, e pela proximidade das eleições de meio de mandato em novembro, quando os republicanos podem perder o controle do Congresso.

Polarização e disputa narrativa

Enquanto opositores denunciam riscos à democracia, apoiadores do presidente seguem mobilizados sob o movimento Make America Great Again, que sustenta a base política de Trump.

O contraste entre os dois grupos evidencia uma divisão profunda no país, com visões opostas sobre o papel do governo, a política externa e os rumos da economia.

Para líderes sindicais e organizadores, o momento é decisivo.

“Os Estados Unidos estão em um ponto de inflexão”, afirmou Randi Weingarten, destacando preocupações com custo de vida, segurança e coesão social.

Cultura também entra no protesto

O movimento ganhou ainda apoio de figuras públicas. O cantor Bruce Springsteen, crítico frequente de Trump, deve se apresentar em St. Paul, no estado de Minnesota, durante os protestos.

Ele compôs a música “Streets of Minneapolis” em homenagem a dois cidadãos mortos em operações federais de imigração, um episódio que se tornou símbolo das críticas à política de segurança do governo.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: