Minerador ganha 'loteria cripto' e leva mais de R$ 1 milhão em bitcoin sozinho

Por Ricardo Bomfim 10 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Minerador ganha 'loteria cripto' e leva mais de R$ 1 milhão em bitcoin sozinho

Um minerador de Bitcoin contrariou as probabilidades e conseguiu encontrar sozinho um bloco de validação da criptomoeda. Como recompensa, ele levou para casa 3,125 bitcoins, o que equivale a R$ 1,15 milhão na cotação desta sexta-feira, 10.

A probabilidade de se encontrar um bloco do Bitcoin sozinho é de uma em 13,6 milhões com base no atual hashrate (velocidade com que os computadores da rede estão tentando resolver a criptografia) usando, por exemplo, uma mineradora Antminer S17+, da Bitmain.

O minerador conseguiu decifrar a criptografia do bloco número 944.306 na quinta-feira, 9, usando a configuração solitária da CKpool. O desenvolvedor Con Kolivas, da CKpool, disse que o minerador operou com uma máquina de poder computacional equivalente a 70 terahashes por segundo.

É justamente o equivalente a uma única Antminer S17+. Máquinas do tipo são vendidas por US$ 1.1 mil a US$ 1.3 mil no ebay.

O tempo esperado para achar um bloco sozinho dessa forma é de aproximadamente 259 anos.

Mesmo assim, por mais improvável que seja minerar um bloco sozinho, ainda é uma probabilidade maior do que a de ganhar em loterias tradicionais. Na Mega Sena, por exemplo, a chance de acertar as seis dezenas é uma em mais de 50 milhões.

O que é a mineração de Bitcoin?

A emissão de novos bitcoins dentro da rede blockchain da criptomoeda se dá por meio de um processo conhecido como mineração.

Diversos mineradores no mundo todo competem para encontrar um novo bloco, por onde passarão para serem validadas as próximas transações com o ativo digital.

Para descobrir o bloco, esses mineradores precisam usar máquinas dedicadas, que gastam poder computacional e muita energia elétrica para resolver a criptografia da rede e encontrar o novo bloco. Em troca, recebem uma quantidade pré-determinada de bitcoins como recompensa pela descoberta.

A cada 210 mil blocos minerados, ocorre um evento programado chamado halving, no qual a quantidade de bitcoins emitidos aos mineradores cai pela metade. O último halving aconteceu em 2024 e foi o quarto da história da moeda digital, reduzindo a recompensa de 6,25 para 3,125 bitcoins por bloco minerado.

Foi essa a maneira que o lendário criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto, encontrou para conseguir criar a escassez do ativo, mesmo ele sendo digital. Não é possível simplesmente imprimir um bitcoin, pois cada moeda só é emitida por meio do gasto de energia e poder computacional.

Ou seja, há um custo para que novos bitcoins apareçam na rede. O nome do processo é Proof-of-Work (PoW), que significa prova de trabalho, na tradução literal.

Todos contra ele

O que torna a descoberta de um bloco por um minerador solitário mais improvável é o fato dele estar competindo com empresas gigantes especializadas nisso.

Companhias como Riot, Bitdeer e Marathon Digital Holdings possuem as chamadas “fazendas de mineração”, nas quais colocam milhares de máquinas mineradoras para descobrir blocos ao mesmo tempo e, assim, aumentar as chances de resolver a criptografia primeiro.

Para aumentar as chances de encontrar blocos, muitos mineradores combinam poder computacional nas chamadas pools. Assim, se alguém da pool descobre um bloco, todos dividem a recompensa de acordo com a quantidade de poder computacional que colocaram no pool.

No entanto, a CKpool, na qual o minerador solitário em questão achou seu bloco, isso não acontece. A pool é focada em usuários que mineram sozinhos e, portanto, não combinam poder de hash.

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