'Miranda Priestly' da vida real? Entenda polêmica de Plum Sykes, que inspirou 'O Diabo Veste Prada'

Por Estela Marconi 19 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
'Miranda Priestly' da vida real? Entenda polêmica de Plum Sykes, que inspirou 'O Diabo Veste Prada'

A escritora e editora de moda Plum Sykes, ex-assistente de Anna Wintour e apontada como uma das inspirações para a personagem Miranda Priestly, de 'O Diabo Veste Prada', passou a ser alvo de críticas por utilizar estudantes como estagiários sem remuneração em seu projeto pessoal.

De acordo com o The Guardian, Sykes lançou recentemente uma newsletter na plataforma Substack, com mais de 20 mil seguidores — parte deles pagantes.

Para operar o negócio, entretanto, ela conta com a ajuda de estudantes que, segundo relatos, não recebem salário.

As críticas ganharam força após a própria Sykes relatar que alguns desses jovens realizam tarefas relevantes, como gestão de redes sociais, produção de conteúdo e apoio operacional.

Em um dos casos, um estagiário teria trabalhado por um ano em suas plataformas digitais.

Um post compartilhado por Plum Sykes (@therealplumsykes)

A situação gerou reação de profissionais da indústria. A jornalista Pandora Sykes afirmou que “não há espaço em 2026” para colaboradores não remunerados, destacando que a prática limita o acesso de jovens sem recursos ao mercado.

Debate sobre legalidade e acesso

A legislação trabalhista britânica permite estágios não remunerados apenas em situações específicas, como atividades acadêmicas obrigatórias ou funções de observação.

Caso haja produção efetiva de trabalho, o pagamento do salário mínimo é exigido.

Especialistas apontam que o modelo reforça desigualdades. Segundo entidades como o Sutton Trust, estágios são uma das principais portas de entrada em setores como moda e mídia — e a ausência de remuneração exclui candidatos de menor renda.

O histórico do setor também pesa. A editora Condé Nast, onde Sykes trabalhou, já enfrentou processos por uso de estagiários mal remunerados e chegou a encerrar programas após acordo milionário.

Defesa da autora

Sykes afirma que os estudantes participam apenas de experiências informais e voluntárias, sem carga horária fixa, e que a atividade pode gerar créditos acadêmicos.

Segundo ela, a iniciativa ajuda jovens a entrar em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

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