Morreu cantor famoso que chocou o país ao matar a mulher nos anos 80

Por Everton Henrique 28 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Morreu cantor famoso que chocou o país ao matar a mulher nos anos 80

O cantor Lindomar Castilho, conhecido por marcar época na música popular brasileira entre as décadas de 1970 e 1980, morreu em dezembro de 2025, aos 85 anos. Vivendo de forma discreta em Goiânia, ele enfrentava o Doença de Parkinson havia mais de uma década. A causa da morte não foi divulgada pela família. Mesmo com uma carreira de sucesso e o título de “Rei do Bolero”, sua trajetória ficou profundamente marcada por um episódio trágico que mudou sua imagem pública para sempre.

No auge da fama, em março de 1981, Lindomar Castilho assassinou sua ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont, dentro da boate Belle Époque, em São Paulo, enquanto ela se apresentava. A artista, que tinha apenas 26 anos, foi atingida por cinco disparos. O crime ganhou enorme repercussão nacional e colocou o cantor no centro de um dos casos mais chocantes da época. Julgado em 1984 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, ele passou a carregar o peso desse episódio ao longo de toda a vida.

Legado entre a música e a tragédia

Nos últimos anos, Lindomar Castilho optou por uma vida afastada dos palcos e da exposição pública. A morte foi confirmada por sua filha, Lili de Grammont, que fez um desabafo nas redes sociais ao refletir sobre o impacto da tragédia familiar. Em uma de suas declarações, afirmou que o pai “também morreu em vida” no momento do crime e completou: “o homem que mata também morre”, destacando que o episódio destruiu a estrutura da família.

Apesar do passado controverso, o artista deixou sucessos populares como “Você é Doida Demais” e “Eu Amo a Sua Mãe”, que chegaram a marcar presença na cultura pop — a primeira, inclusive, foi tema de abertura da série Os Normais. Ainda assim, para grande parte do público, o nome de Lindomar Castilho permaneceu mais associado ao crime do que à sua contribuição musical, encerrando sua história envolta em controvérsia e memória dividida.

Um post compartilhado por Folha de S.Paulo (@folhadespaulo)

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: