Mudança na Petrobras coloca novo nome na disputa pelo comando do conselho
A diretoria estratégica da maior empresa do país pode ter nova liderança em questão de dias. A Petrobras está prestes a mudar quem comanda o seu conselho de administração, e a movimentação vem diretamente do maior acionista da companhia: o Governo Federal.
Com a Assembleia Geral Ordinária marcada para 16 de abril, o Ministério da Gestão indicou um novo nome para o colegiado e pediu que o nome seja avaliado também para a presidência, cuja definição caberá aos acionistas.
Quem entra, quem sai
O indicado é Guilherme Santos Mello, doutor em economia e secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Ele já preside o Conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), integra o colegiado da Pré-Sal Petróleo (PPSA) e passou pelo Conselho da BB Seguridade entre 2023 e 2025.
A indicação será submetida aos procedimentos internos de governança da Petrobras, que incluem análises de integridade, qualificação técnica e aderência às políticas da companhia antes de eventual eleição pelos acionistas.
Mello substitui Bruno Moretti, que havia passado por toda a avaliação de governança da companhia — incluindo análise do Comitê de Pessoas — e estava apto para assumir o cargo.
Por que isso importa agora
Por enquanto, o conselho elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente, em caráter temporário, com mandato válido até a realização da assembleia.
A decisão reforça que a liderança atual é provisória e sujeita à deliberação dos acionistas. A assembleia de abril vai definir a composição final do colegiado e quem vai comandá-lo.
A análise também classificou o antigo conselheiro Moretti como conselheiro não independente, e incluiu recomendações para evitar situações de potencial conflito de interesses.
O acionista controlador, no caso a União, apresentou a nova indicação para a vaga no colegiado, substituindo o nome de Moretti avaliado até então.
A indicação de Guilherme Mello ainda passará por análise interna de integridade e qualificação técnica antes de ir a voto.
Cabe aos acionistas deliberar sobre a eleição dos conselheiros e a escolha do presidente, com base nas recomendações técnicas dos comitês internos e no cumprimento das regras previstas no estatuto e na legislação aplicável.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: