Na Marcha para Jesus, Flávio acena para evangélicos em meio à ameaça de tarifaço de Trump

Por André Martins 4 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Na Marcha para Jesus, Flávio acena para evangélicos em meio à ameaça de tarifaço de Trump

Em meio a um turbilhão de notícias envolvendo o governo americano e tarifas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentrará a sua energia da pré-campanha em um eleitor estratégico: os evangélicos.

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participará da Marcha para Jesus a partir das 10h desta quinta-feira, 4.

O tradicional evento concentra fiéis e oferece uma megaestrutura de som e luz montada para mais de 10 horas de show.

A participação acontece em meio à ameaça de novos tarifaços do governo Donald Trump aos produtos brasileiros após a viagem do senador do PL a Washington.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta colar o desgaste e possíveis sanções ao senador.

Enquanto isso, Flávio estará no trio elétrico do Apóstolo Estevam Hernandes, que sairá da estação da Luz do Metrô, no centro de São Paulo, até a Praça Heróis da FAB, próximo ao Campo de Marte.

No evento, Flávio deve encontrar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), também participará do evento.

Na programação compartilhada pela assessoria do evento, não existe ainda previsão de fala de Flávio durante o evento. Tarcísio, Nunes e Caiado devem falar, segundo cronograma do evento.

A ida de Flávio ao evento é um aceno claro aos 47,4 milhões de evangélicos no Brasil, cerca de 26,9% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Segundo dados da pesquisa AtlasIntel divulgada em maio, Flávio lidera entre os evangélicos com 58,6%, enquanto Lula registra 23,7% da preferência desse eleitorado.

Desgaste com a base evangélica

Durante a gestão Bolsonaro, o grupo se consolidou como uma das principais bases eleitorais do bolsonarismo.

O cenário, no entanto, é marcado por tensões internas no PL e por uma disputa crescente por apoio religioso.

A falta de acordo relacionado à disputa no Senado em São Paulo gerou dificuldade de interlocução de Flávio com lideranças evangélicas no início do ano.

Segundo relatos, o entendimento envolvia a escolha de um nome ligado às igrejas, como Marco Feliciano ou Cezinha de Madureira, ambos do PL, para a chapa paulista.

O impasse esvaziou o espaço negociado com o segmento evangélico e gerou reação pública.

Durante visita à Assembleia de Deus Ministério do Belém, Feliciano cobrou reciprocidade de Flávio e criticou a relação com o grupo. Nos bastidores, lideranças apontam acúmulo de frustrações, incluindo a disputa ao Senado em 2022.

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