Não quero nada novo e temos que entregar tudo até 3 de julho, diz Lula a ministros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 3, que os ministros do seu governo não devem apresentar novos programas e precisam acelerar as entregas até o dia 3 de julho.
A data não foi citada por acaso. Esse é o prazo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite que candidatos à reeleição participem de inauguração de obras e entregas do governo federal.
"Ninguém me apresenta absolutamente nada novo. Tem muita coisa que vocês pensaram e eu achei que até já estava funcionando, mas não estava por problemas operacionais, e é importante que aprontemos tudo até 3 de julho", disse.
Hoje, a Esplanada dos Ministérios é formada, em sua maioria, por ex-secretários executivos que assumiram a pasta após a saída do titular para disputar as eleições.
Essa não é a primeira vez que o presidente diz que não quer novos programas em seu governo neste ano. Na última reunião ministerial, que ocorreu antes do período de desincompatibilização, Lula já havia dito que era hora de entrega e não de novas ideias.
Mesmo com o recado de Lula, nos últimos meses, a gestão petista lançou novos programas, como o Desenrola 2.0 e o programa de financiamento para motoristas de Uber e táxi, para tentar aumentar a popularidade de Lula em ano eleitoral.
Lula também cobrou dos ministros que não realizem qualquer inauguração sem avisar a Casa Civil. Ele argumentou que, se não tiver ninguém de "corpo presente", ninguém vai informar que o governo federal está participando da obra entregue.
"Muitas vezes ficamos sabendo de ministros inaugurando coisas ou coisas sendo inauguradas sem a participação do ministro. E não sabemos quem está representando o governo federal nas entregas. E vocês sabem como é isso na política: se você não estiver em corpo presente, ninguém de fora vai dizer quem está fazendo o que nesse país", afirmou.
O petista também alertou para que os ministros não entrem com ações em tribunais superiores sem consultar a Advocacia-Geral da União e a Casa Civil.
"É importante que a gente não saiba nada pelos jornais", afirmou.
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