Nas redes da China, uma nova tendência: ajudar o Irã a derrubar caças dos EUA
À medida que a guerra no Irã aumenta em intensidade e escopo, um novo fenômeno toma conta das redes sociais chinesas – civis com alto conhecimento técnico, como engenheiros, matemáticos, cientistas de diversas áreas e mecânicos, oferecem ajuda técnica ao Irã em postagens acompanhadas de texto persa, língua oficial do Irã, para que o país se defenda de um agressor significativamente mais poderoso, segundo reportagem do South China Morning Post.
Isso vem acontecendo desde o começo da guerra, no fim de fevereiro, aponta o veículo, e cobre um vasto escopo defensivo para o Irã, com internautas providenciando ao Irã coordenadas precisas de bases militares americanas na região, propostas de estratégias para o mais eficiente uso de mísseis contra navios de guerra americanos e até mesmo simulações de defesa no evento de uma incursão americana por terra.
Todavia, o fenômeno realmente ganhou tração e visibilidade no dia 14 de março, quando um detalhado tutorial legendado em persa viralizou nas plataformas.
O vídeo ensinava como iranianos poderiam derrubar um caça americano F-35, consideravelmente mais avançado do que qualquer equipamento do Irã, e como as forças armadas iranianas poderiam utilizar seus equipamentos – por mais inferiores aos americanos que sejam – para desafiar a supremacia militar de seus agressores.
O tutorial explica meticulosamente como o Irã pode fazer máximo uso potencial de seus sistemas baratos para localizar e destruir o caça furtivo avançado.
O vídeo, postado pelo internauta “Laohu Talks World”, rapidamente levou a milhões de visualizações – apenas cinco dias depois, uma dessas aeronaves foi atingida e incapacitada, sendo forçada a fazer um pouso de emergência em um ataque atribuído ao Irã, no que seria o primeiro incidente desse tipo. Enquanto isso, mais de mil civis iranianos já foram mortos.
De acordo com fontes anônimas que conheciam o internauta por trás do tutorial para o jornal de Hong Kong South China Morning Post, a pessoa por trás do perfil Laohu Talks Word teria estudado na prestigiosa Northwestern Polytechnical University na China, instituição focada em pesquisa de defesa e em si um alvo de sanções americanas.
“Muitos dos colegas de classe [do criador] trabalham nas áreas militar e de equipamentos”, disse a fonte, que pediu para não ser identificada devido à delicadeza do assunto. “Ele não está com falta de dinheiro agora. Ele faz vídeos apenas por diversão.”
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