Nasa leva bola oficial da Copa do Mundo ao espaço em ação inédita

Por Da redação, com agências 20 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Nasa leva bola oficial da Copa do Mundo ao espaço em ação inédita

O esporte mais popular do planeta rompeu a barreira da atmosfera terrestre. A Nasa anunciou neste sábado, 20, que levou a bola oficial da Copa do Mundo de 2026 para o espaço.

A ação faz parte de um projeto educacional e científico que utiliza o ambiente de microgravidade para demonstrar como os estudos espaciais impactam diretamente a evolução das tecnologias esportivas.

A ativação faz parte de uma grande campanha montada para o período do Mundial, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho. A agência espacial norte-americana montou um pavilhão tecnológico no FIFA Fan Festival na cidade de Houston, nos Estados Unidos, onde apresenta ao público os experimentos feitos a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) e os preparativos para as futuras missões do programa lunar Artemis.

Da microgravidade para a tecnologia dos gramados

A conexão entre engenheiros aeroespaciais e o futebol começou nos laboratórios de órbita e já dura mais de duas décadas. Em 2019, cientistas usaram a falta de gravidade da ISS para analisar como pequenas variações na distribuição da massa interna de uma esfera afetam sua rotação, velocidade e estabilidade no ar.

Essa pesquisa tornou-se fundamental para a indústria do esporte nos últimos anos devido a uma grande inovação:

Estamos trabalhando para inspirar a próxima geração mostrando como a exploração espacial inspira inovação na ciência esportiva e na vida cotidiana", destacou a agência em comunicado oficial publicado em suas redes sociais.

O mistério por trás dos efeitos e golaços

Os estudos da agência em solo também ajudaram a desvendar polêmicas históricas do futebol. Engenheiros do Centro de Pesquisa Ames, na Califórnia, usaram túneis de vento para estudar a aerodinâmica da bola Brazuca, utilizada no Mundial de 2014, mapeando o chamado efeito knuckle — fenômeno que cria turbulências no fluxo de ar e faz a bola mudar de direção de forma totalmente imprevisível no meio do caminho.

Agora, os dados coletados com as bolas de futebol servem como via de mão dupla: os mesmos princípios físicos de resistência do ar e deslocamento de massa são aplicados pela Nasa para calcular a trajetória de satélites e espaçonaves de última geração ao reentrarem na atmosfera.

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