Naturalizados? França tem apenas três atletas nascidos fora do país

Por Alan Favaron 16 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Naturalizados? França tem apenas três atletas nascidos fora do país

As seleções de França e Senegal se enfrentaram nesta terça-feira, 16, pela primeira rodada do Grupo I. O duelo será às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Enquanto a equipe europeia é uma das favoritas ao título e chegou às últimas duas finais de Copa do Mundo, sendo campeã em 2018, a equipe africana é considerada uma das melhores de seu continente e busca superar 2022, quando parou nas oitavas de final.

Porém, apesar de ser um dos melhores confrontos desta primeira rodada, a partida também é cercada por um assunto que vem rendendo debates desde o pré-Copa: jogadores naturalizados.

Um dos alvos dessa discussão é a seleção francesa, que conta com muitos atletas com descendência de outros países, como Kylian Mbappé, nascido no país europeu, mas é filho de um camaronês.

No elenco atual, apenas três jogadores nasceram em outro país que não a França.

O goleiro Brice Samba, do Rennes, nasceu na República Democrática do Congo. Já o atacante Marcus Thuram, da Inter de Milão, nasceu na Itália, mas é filho de Lilian Thuram, campeão mundial em 1998 pela França, e veio ao mundo na Itália enquanto seu pai defendia o Parma.

Por fim, o atacante Michael Olise, a grande sensação do futebol mundial nesta temporada. Nascido em Londres, na Inglaterra, ele é filho de pai nigeriano e mãe franco-argelina, e optou por defender a seleção francesa.

Um caso curioso é o do goleiro Mike Maignan, do Milan. Ele nasceu na Guiana Francesa. Apesar de estar localizada na América do Sul, é um departamento ultramarino da França. Assim, sua nacionalidade é francesa.

Senegal também conta com atletas naturalizados e, curiosamente, 10 deles têm origem francesa. São eles: os goleiros Édouard Mendy, Mory Diaw e Yehvann Diouf; os defensores Antoine Mendy, Kalidou Koulibaly, Mamadou Sarr e Moussa Niakhaté; o meio-campista Pape Gueye; e os atacantes Iliman Ndiaye e Ibrahim Mbaye.

Já os defensores Ismail Jakobs e Ilay Camara nasceram na Alemanha e na Bélgica, respectivamente, totalizando 12 jogadores naturalizados na seleção senegalesa.

Assim como outros países do continente africano, Senegal também busca os chamados "filhos da diáspora", atletas nascidos em outro continente, principalmente na Europa, mas com descendência senegalesa, para compor e reforçar seu elenco.

Naturalizados na Copa do Mundo

Nesta Copa do Mundo, é comum ver em campo jogadores que, por herança familiar, colonização histórica, fluxos migratórios ou processos de naturalização, contam com local de nascimento diferente da seleção que estão defendendo.

Um caso é o de Curaçao. Dos 26 convocados para o Mundial, 25 atletas nasceram na Holanda. Apenas Tahith Chong nasceu no território caribenho. Isso acontece por fatores históricos entre os dois países.

A ilha caribenha foi, por séculos, uma colônia holandesa. Em 2010, passou a ter um novo status político e se tornou um país constituinte autônomo dentro do Reino dos Países Baixos. Dessa forma, Curaçao ganhou autonomia para administrar seus assuntos internos, enquanto o governo da Holanda mantém a responsabilidade por áreas como defesa e relações exteriores.

Na Copa do Mundo de 2026, ao todo, 258 jogadores nascidos fora do país que representam estão disputando a competição.

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