Netanyahu apoia bloqueio naval dos EUA contra o Irã em rota estratégica de petróleo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira, 13, apoio ao bloqueio naval que os Estados Unidos pretendem impor no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.
A medida, prevista para entrar em vigor às 14h GMT (11h de Brasília), ocorre em meio à escalada de tensões com o Irã, que mantém a passagem parcialmente fechada após a ofensiva militar iniciada no fim de fevereiro.
Em declarações divulgadas por seu gabinete, Netanyahu afirmou que a decisão do presidente Donald Trump de impor o bloqueio foi motivada por violações iranianas de acordos prévios.
O premiê destacou que Israel apoia a medida e mantém coordenação constante com Washington. Segundo ele, não há divergência entre os dois países sobre a condução da crise.
Netanyahu também relatou uma conversa telefônica com o vice-presidente americano J.D. Vance, após o fracasso das negociações realizadas em Islamabad, que buscavam um acordo para reduzir as tensões.
Negociações fracassam e ampliam tensão
De acordo com o premiê israelense, o impasse nas negociações ocorreu após o que classificou como violação do pacto por parte do Irã. O acordo previa cessar-fogo e a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, condição que não foi cumprida.
Ainda segundo Netanyahu, a prioridade dos Estados Unidos é garantir a retirada de material nuclear enriquecido e impedir o avanço do programa nuclear iraniano nos próximos anos — objetivo compartilhado por Israel.
Os Estados Unidos anunciaram que irão bloquear o tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos, ampliando a pressão sobre Teerã. A decisão ocorre após o Irã manter restrições à navegação na região como resposta às ações militares recentes.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de um quinto do fluxo global de petróleo, o que torna qualquer interrupção um fator de risco relevante para a economia mundial e para os preços de energia.
As Forças Armadas iranianas reagiram afirmando que a segurança na região deve ser garantida de forma coletiva, em um sinal de que a tensão pode se intensificar com a entrada em vigor do bloqueio.
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