Neurociência, saúde mental e disciplina consciente: a missão da educadora parental
Orlando (EUA)* - Saúde mental, neurociência e parentalidade deixaram de ser temas restritos ao ambiente doméstico ou escolar e passaram a movimentar um novo mercado de formação profissional no Brasil: a educação parental. Em busca desse movimento, a EXAME acompanhou uma imersão realizada nos Estados Unindos que reuniu educadoras brasileiras para discutir liderança, disciplina consciente e desenvolvimento infantil.
‘A vulnerabilidade não é fraqueza, é a nossa maior medida de coragem’. Foi com essa frase de da pesquisadora americana Brené Brown que a educadora parental Sarah Mendonça começou a primeira edição do ‘Líder Consciente’, um evento que estreou em Orlando, nos Estados Unidos, entre os dias 23 e 29 de maio, e que reuniu cerca de 30 mulheres educadoras.
O encontro foi promovido pelo Instituto Eduque Bem, organização criada pelas brasileiras Sarah Mendonça e por Michelle Bottrel, mas que nasceu no ambiente online por ter uma missão global: ajudar pais e profissionais de educação de qualquer lugar do mundo a olhar de uma forma científica e saudável para a educação das crianças e adolescentes.
“Percebemos que não seria possível transformar a realidade das famílias atendendo uma a uma. Era preciso formar profissionais para multiplicar esse conhecimento”, afirma Michelle Bottrel.
O diferencial do modelo está na base científica: todo o conteúdo é estruturado a partir da neurociência, explicando como o cérebro da criança funciona, e por que determinados comportamentos acontecem.
“Não trabalhamos com achismos. Traduzimos ciência para que o profissional consiga aplicar e explicar para os pais”, dize Sarah.
Hoje, segundo as fundadoras, o instituto já formou cerca de 5 mil profissionais e impactou mais de 30 mil famílias e agora ganha escala internacional com a imersão nos Estados Unidos.
Sarah Mendonça e Michelle Bottrel no dia de lançamento da imersão do evento "Líder Consciente", em Orlando, nos EUA (Julia Lopes/Divulgação)
O que é ser uma educadora parental?
O trabalho de uma educadora parental é atuar orientando pais, mães, cuidadores e profissionais da educação (como professores e diretoras de escola) sobre estratégias de criação e educação dos filhos e tratamento com alunos, com base em conhecimentos de áreas como psicologia, desenvolvimento infantil, neurociência e comunicação não violenta.
O objetivo não é ensinar uma "receita pronta" para educar crianças, mas ajudar as famílias a desenvolver relações mais saudáveis, respeitosas e conscientes.
O evento mostra como o mercado de educação parental está ganhando escala, reunindo especialistas de diferentes áreas, como psicologia, pedagogia e desenvolvimento infantil.
Sarah, por exemplo, formada em psicopedagogia e em artes cênicas, começou a estudar a educação parental após enfrentar dificuldades na criação do filho, que é neurodivergente. A partir de episódios de estresse e falta de ferramentas práticas para lidar com a situação, mergulhou em formações sobre comportamento infantil, sono, regulação emocional e dinâmica familiar.
Michelle, bacharel em psicologia e com atuação internacional, passou por um processo parecido ao retornar ao trabalho e perceber mudanças no comportamento do filho. O episódio a levou a aprofundar os estudos em parentalidade e a construir uma audiência digital voltada a pais.
Ser uma educadora parental, portanto, é ajudar adultos a desenvolverem uma forma mais consciente e eficaz de cuidar, educar e fortalecer os vínculos com seus filhos. O foco principal está na transformação da relação familiar, e não apenas no comportamento da criança.
Internacionalização e evento nos Estados Unidos
A escolha dos Estados Unidos está ligada à origem da metodologia que inspirou o projeto. Após participarem da formação internacional com bolsa 100% baseada na metodologia de Conscious Discipline, por meio do curso “Do nascimento aos 5 anos” (em inglês: Birth to Five Years), em Orlando, as empreendedoras decidiram levar a experiência para suas alunas, mantendo o aprendizado no contexto original.
A programação combinou três pilares principais:
Além disso, o evento marcou o lançamento do livro “Disciplina consciente, neurociência e regulação emocional na infância e adolescência” escrito pelas duas fundadoras, que será entregue às participantes durante a abertura.
“É um livro grande, só com exercícios, para trabalhar com os pais”, diz Sarah.
Durante a imersão, o lançamento do livro “Disciplina consciente, neurociência e regulação emocional na infância e adolescência” escrito pelas duas fundadoras do Instituto Eduque Bem (Julia Lopes/Divulgação)
Os 4 tipos de líder: o que é ser uma líder consciente?
No segundo dia do encontro, Sarah explicou como é definida uma “líder consciente” e para isso ela expôs quais são os 4 tipos de liderança:
“O autosabotador não quer te destruir. Ele quer te proteger do desconforto. Para de se sabotar”, diz Sarah.
“A sua vida não é para satisfazer as expectativas dos outros”, diz Sarah ao falar sobre a coragem de não agradar. “Quem lidera para ser aceita, perde autoridade no primeiro conflito. Escolha ser respeitada”.
“A dureza não é poder, é proteção. E proteção que não se questiona se torna uma prisão”, diz a educadora.
Ela cita um pensamento de Tonny Robbins para exemplificar esse tipo de líder: “A qualidade da sua vida é a qualidade de suas decisões”.
Segundo Sarah, isso significa que quem precisa controlar tudo ainda não confia nas decisões dos outros, e nem nas próprias.
“A liderança real nasce quando você aprende a soltar e a confiar. E eu sou a primeira pessoa a confiar em mim”.
“Existe uma mulher dentro de você que não foi ensinada, ela foi silenciada. Confie em si para poder confiar no próximo”, diz Sarah. “A mulher que se escolhe, não precisa mais se provar”.
Para estimular o perfil da “líder consciente”, Sarah e Michelle promoveram uma dinâmica para que cada mulher olhasse para a sua “criança interior”.
“Como você reage, decide e se posiciona na infância? Você precisa encontrar a sua criança não apenas como lembrança, mas como raiz que te levou a ser quem você é hoje”, diz Sarah. Você não lidera a partir da sua história, você lidera a partir dela”.
Sarah Mendonça, do Instituto Eduque Bem: “A liderança real nasce quando você aprende a soltar e a confiar” (Julia Lopes/Divulgação)
Jason Reid: um bilhete de três palavras virou um movimento por saúde mental
Um dos palestrantes do evento Líder Consciente foi o norte-americano Jason Reid, que levou ao palco uma história que transformou uma tragédia familiar em um movimento global de conscientização sobre saúde mental.
Depois de perder o filho Ryan, de apenas 14 anos, para o suicídio, Jason encontrou um post-it deixado pelo adolescente com uma mensagem simples: "tell my story" (conte a minha história).
A frase se transformou em um propósito. Jason criou a organização sem fins lucrativos Tell My Story, que usa o poder das histórias para abrir espaço para conversas sobre saúde mental entre jovens, pais e comunidades.
Em parceria com produtoras de cinema, ele também lançou o documentário homônimo, exibido em festivais e salas de cinema nos Estados Unidos. Durante a produção, teve a oportunidade de conversar com dezenas de crianças e adolescentes sobre seus medos, angústias e expectativas para o futuro.
O projeto nasceu da própria dor.
"Faz oito anos e parece que não faz tanto tempo assim. Nós não sabíamos dos pensamentos e sentimentos do Ryan", diz.
Jason conta que o filho era justamente aquele que menos despertava preocupação dentro de casa. "Tenho quatro filhos e ele era o mais novo. Ele era o que não dava problema."
Jason Reid, palestrante e diretor do filme Tell My Story: "Tudo piora quando um filho não fala. Busque forma de conversar com a sua criança e adolescente” (Julia Lopes/Divulgação)
Para ele, essa percepção pode levar muitas famílias a acreditarem que estão protegidas. "Não é porque o seu filho tem tudo que ele não pode se sentir sozinho."
Ao contrário do que muitos imaginam, ele não culpa a tecnologia pelo que aconteceu. "Ryan tinha celular e eu não me arrependo de ter dado." Mas reconhece que a infância e a adolescência mudaram profundamente nas últimas décadas.
"Quando eu tinha 14 anos, as notícias chegavam pela televisão. Hoje as pressões são diferentes. Crianças de sete anos sabem que existe guerra no mundo e isso aumenta a ansiedade e o estresse."
Para Jason, porém, o silêncio ainda é um dos maiores fatores de risco.
"Tudo piora quando um filho não fala. Busque forma de conversar com a sua criança e adolescente”, afirma. "A melhor forma de falar com os filhos é no carro, no caminho até a escola, por exemplo, onde você está no papel de apenas escutar."
É por isso que sua principal mensagem é direcionada aos pais. Na avaliação dele, a sociedade não conseguirá enfrentar a crise de saúde mental apenas com a estrutura tradicional de atendimento.
"Não existem psicólogos e hospitais suficientes para lidar com o número de pessoas que estão passando por algum problema de saúde mental. Como pais, precisamos lidar e cuidar da saúde dos nossos filhos."
Jason também defende que a construção do vínculo familiar acontece nos pequenos momentos do cotidiano.
"Busque encontrar algo que você e o seu filho fazem de forma maravilhosa. Se divirtam no final do dia. A vida não precisa ser feita apenas de obrigações."
Na sua visão, o cuidado começa pelo próprio adulto. Pais emocionalmente esgotados têm mais dificuldade para perceber o sofrimento dos filhos.
"Faça coisas para você. O que você fazia quando criança e que amava? Você precisa cuidar de você para cuidar do próximo."
A mensagem que Ryan deixou em um simples post-it hoje ecoa como um convite para milhões de pessoas: falar sobre saúde mental pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.
Primeira turma do "Líder Consciente" com o palestrante americano Jason Reid (Julia Lopes/Divulgação)
Desbloqueando o potencial do adolescente
"A perda da saúde mental é silenciosa", afirma Michelle Bottrel.
A história do filho de Jason Reid é um dos muitos exemplos de uma crise que se espalha pelo mundo e atinge pessoas de diferentes idades e contextos. Na adolescência, porém, esse cenário se torna ainda mais delicado.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 1 em cada 7 adolescentes vive com algum transtorno mental, sendo ansiedade e depressão os mais comuns. A pandemia agravou esse quadro: apenas no primeiro ano da crise sanitária, os casos de ansiedade e depressão cresceram mais de 25% em todo o mundo.
Entre os jovens, os impactos são especialmente preocupantes. O suicídio já figura entre as principais causas de morte nessa faixa etária e é a terceira maior causa de óbitos entre adolescentes de 15 a 19 anos, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
No Brasil, os números também chamam a atenção. O país registra a maior prevalência de ansiedade do mundo e lidera os índices de depressão na América Latina, de acordo com a OMS. Dados do Unicef indicam ainda que cerca de 1 em cada 6 adolescentes brasileiros apresenta algum transtorno mental, aumentando o risco de automutilação, depressão e suicídio.
Embora as mudanças hormonais influenciem intensamente as emoções nessa fase da vida, Michelle Bottrel defende que o olhar dos adultos sobre os adolescentes precisa mudar.
"Criticamos muito o comportamento dos adolescentes, mas, na verdade, precisamos desbloquear o potencial do adolescente que existe em nós", diz.
Durante a palestra, ela apresentou estudos do psicólogo norte-americano Laurence Steinberg, da Temple University, que mostram que, por volta dos 16 anos, adolescentes já demonstram capacidades cognitivas semelhantes às dos adultos quando estão em situações calmas e racionais.
Segundo Michelle, a questão não é falta de capacidade, mas o funcionamento do cérebro nessa etapa da vida. O adolescente é naturalmente mais sensível a recompensas emocionais, busca novidades e experiências intensas e possui um sistema de recompensa fortemente ligado à dopamina.
"Os adolescentes ficam mais felizes quando compartilham uma vitória. Elogios e reconhecimento têm um impacto ainda maior nessa fase do que na infância ou na vida adulta", afirma Michelle.
A especialista também chamou atenção para um tema que tem preocupado pesquisadores: a puberdade precoce. Segundo ela, meninas que passam por essa fase mais cedo apresentam maior risco de desenvolver sintomas de depressão. A explicação, porém, vai além das alterações hormonais.
"As mudanças corporais afetam a autoestima e mostram a importância de oferecer apoio emocional desde cedo", afirma.
Outro ponto destacado por Michelle foi a relação entre saúde mental e tecnologia. Na avaliação dela, o celular e as redes sociais não são, isoladamente, os grandes vilões da adolescência.
"O problema não está no digital ou no uso do celular. O maior risco é quanto tempo ele fica no celular e viver com uma família sem conexão emocional e sem espaço para diálogo", diz.
Mais do que corrigir comportamentos, a mensagem deixada por Michelle é que pais e responsáveis precisam enxergar o potencial existente na adolescência e criar ambientes em que os jovens se sintam vistos, acolhidos e pertencentes.
Michelle Brottel, cofundadora do Instituto Eduque Bem: "A perda da saúde mental é silenciosa" (Julia Lopes/Divulgação)
Disney como sala de aula: as lições de liderança por trás do parque
Em um dos dias de imersão, as participantes do “Líder Consciente” trocaram a sala de aula pelo Walt Disney World. A visita, no entanto, estava longe de ser apenas um passeio. O parque se transformou em um laboratório vivo para discutir liderança, educação parental e experiência do cliente.
Sarah propôs que as mulheres observassem a Disney com outro olhar: por trás dos brinquedos e personagens, existe uma cultura organizacional construída sobre quatro pilares: segurança, cortesia, espetáculo e eficiência. E, segundo ela, esses mesmos princípios podem ser aplicados dentro de casa.
"A segurança dentro do parque, para nós na parentalidade, significa criar ambientes emocionalmente seguros", afirmou Sarah.
As participantes do “Líder Consciente” trocaram a sala de aula pelo Walt Disney World (Julia Lopes/Divulgação)
A reflexão dialoga com uma das mensagens centrais do evento: o desafio das famílias não está apenas no excesso de telas ou na tecnologia.
"O problema não é o tempo de tela, como o a Michelle falou. O problema é o tempo de tela em um lar completamente desorganizado", afirmou Sarah.
Durante a caminhada pelo parque, ela chamou atenção para os detalhes que tornam a experiência Disney uma referência mundial. Funcionários que sorriem, cumprimentam os visitantes e demonstram cordialidade o tempo todos não fazem isso apenas por protocolo, mas porque a organização entende que empatia e respeito precisam fazer parte da cultura.
"Não interessa quem é a pessoa ou o que ela fez. O respeito, a humanidade e a empatia precisam partir de alguém", disse.
Na visão da educadora, essa lógica também vale para a dinâmica familiar. Assim como a Disney busca oferecer uma experiência positiva aos visitantes, pais e mães podem construir ambientes em que as crianças se sintam acolhidas e emocionalmente protegidas.
Outro aprendizado veio da organização quase invisível do parque. Sarah mostrou como cada detalhe é planejado para facilitar a jornada do visitante (da localização estratégica das barracas de pipoca aos fluxos de circulação e atendimento).
"A qualidade depende da eficiência. É preciso estruturar processos claros que sustentem a experiência", afirmou.
Para ela, famílias também precisam de rituais, rotinas e acordos claros. Em momentos de conflito, é essa estrutura que ajuda os adultos a exercer uma liderança mais consciente, em vez de apenas reagir às situações.
Ao final da atividade, a provocação foi levada para a vida profissional das participantes. Sarah pediu que cada uma refletisse sobre quais necessidades existem por trás dos comportamentos das pessoas que atende e de que forma suas próprias histórias influenciam a maneira como lideram.
A experiência na Disney reforçou uma das principais mensagens do Líder Consciente: educar, liderar ou empreender têm algo em comum. Em todos esses papéis, criar ambientes seguros, praticar empatia e cuidar das relações humanas pode ser tão importante quanto qualquer estratégia ou técnica.
Participantes do “Líder Consciente” aprendendo sobre liderança no Walt Disney World (Julia Lopes/Divulgação)
Conscious Discipline: A disciplina que começa pela conexão
Do total de uma semana de formação do “Líder Consciente”, praticamente dois dias foram dedicados à metodologia Conscious Discipline, abordagem desenvolvida nos Estados Unidos que une neurociência, educação socioemocional e desenvolvimento infantil para responder a uma pergunta que desafia pais e educadores há décadas: como ensinar disciplina sem recorrer ao medo, às ameaças ou às recompensas.
A proposta da metodologia parte de uma mudança profunda de perspectiva. Em vez de tentar controlar o comportamento da criança, o primeiro passo é que o adulto aprenda a administrar as próprias emoções. Na prática, a disciplina deixa de ser um processo de punição e passa a ser um processo de construção de habilidades para a vida.
As aulas foram conduzidas pela mexicana Lety Valero, uma das principais especialistas internacionais na metodologia. Com mais de 25 anos de experiência na educação, ela atuou como professora, vice-diretora e diretora de uma pré-escola em uma escola internacional na Cidade do México. Atualmente, é instrutora certificada da Conscious Discipline e mestre em Educação Internacional.
Ao longo do treinamento, Lety apresentou alguns dos princípios centrais da abordagem. O primeiro deles é que "a conexão governa o comportamento".
“As crianças cooperam mais quando se sentem vistas, respeitadas e pertencentes ao grupo”, diz a especialista ao trazer como exemplo um caso de uma professora que deu uma tarefa para um aluno e com isso viu o comportamento dele e até as notas mudarem na escola.
As aulas da Conscious Discipline foram conduzidas pela mexicana Lety Valero, uma das principais especialistas internacionais na metodologia (Julia Lopes/Divulgação)
Outro conceito central é que ninguém consegue mudar outra pessoa. "A única pessoa que eu posso mudar sou eu", afirmou durante o curso.
Para Lety, grande parte dos conflitos familiares acontece porque os adultos acreditam que seu bem-estar depende do comportamento da criança. É daí que surgem ameaças, barganhas e castigos.
A Conscious Discipline propõe um caminho diferente: abandonar a lógica do controle e desenvolver aquilo que a metodologia chama de "sabedoria interior", ensinando crianças a reconhecer emoções, resolver conflitos, estabelecer limites e agir por motivação própria, e não apenas para receber recompensas ou evitar punições.
Durante os dois dias de formação, Lety também defendeu que conflitos são oportunidades de aprendizado, que autoestima nasce da capacidade de contribuir para a vida das outras pessoas e que crianças excessivamente obedientes podem deixar de ouvir a própria intuição.
A lógica, segundo ela, não vale apenas para a infância. Os mesmos princípios ajudam a construir adultos mais seguros, relacionamentos mais saudáveis e lideranças mais conscientes, capazes de substituir o controle pela conexão.
Sarah Mendonça, Lety Valero e Michelle Bottrel na primeira imersão internacional do curso "Líder Consciente" (Julia Lopes/Divulgação)
Educador parental: um mercado que cresce e passa por gerações
O avanço do Instituto Eduque Bem, que começou do zero e no último ano faturou R$ 3 milhões, reflete uma mudança estrutural: a saúde mental deixou de ser um tema restrito à medicina e passou a influenciar educação, trabalho e até decisões de consumo.
Em uma semana de imersão internacional, as participantes aprenderam sobre neurociência, comportamento, disciplina e liderança. Mas talvez a principal lição tenha sido mais simples.
Crianças não se lembram apenas do que os adultos ensinaram. Elas se lembram de como foram vistas, escutadas e acolhidas.
O evento terminou com a formatura das líderes conscientes e o anúncio da segunda edição em Orlando, que já tem data marcada: maio de 2027.
Em um mundo em que ansiedade, depressão e solidão avançam cada vez mais cedo, Sarah Mendonça e Michelle Bottrel defendem que a maior inovação da educação pode não estar na tecnologia ou em novas metodologias, mas na reconstrução dos vínculos humanos.
Afinal, como mostrou a história de Jason Reid, às vezes uma conversa, um olhar atento ou a disposição para ouvir podem mudar o rumo de uma vida inteira. E é justamente essa geração de adultos que o “Líder Consciente” pretende formar.
1/36 (Formatura da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
2/36 (Formatura da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
3/36 (Sarah Mendonça e Michelle Bottrel na primeira imersão internacional do curso "Líder Consciente" nos EUA)
4/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
5/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA aprendendo mais sobre Neurociência com Michelle Bottrel)
6/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA aprendendo mais sobre Neurociência com Michelle Bottrel)
7/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA aprendendo mais sobre Neurociência com Michelle Bottrel)
8/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA aprendendo mais sobre Neurociência com Michelle Bottrel)
9/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA aprendendo mais sobre Neurociência com Michelle Bottrel)
10/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA aprendendo mais sobre Neurociência com Michelle Bottrel)
11/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA aprendendo mais sobre Neurociência com Michelle Bottrel)
12/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA aprendendo mais sobre Neurociência com Michelle Bottrel)
13/36 (Priscila Paixão palestrando para a primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
14/36 (Médico palestrando sobre saúde mental em hospital para a primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
15/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
16/36 (Evento realizado para a primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
17/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
18/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
19/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
20/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
21/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
22/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
23/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
24/36 (Equipe que organizou a primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
25/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
26/36 (Imersão no parque da Disney da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
27/36 (Sarah Mendonça e Michelle Bottrel na imersão da Disney)
28/36 (Primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
29/36 (Atividades a primeira imersão internacional do curso "Líder Consciente" nos EUA)
30/36 (Atividades a primeira imersão internacional do curso "Líder Consciente" nos EUA)
31/36 (Equipe que organizou o "Líder Consciente" nos EUA)
32/36 (Formatura da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
33/36 (Formatura da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
34/36 (Formatura da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
35/36 (Formatura da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
36/36 (Formatura da primeira turma do curso "Líder Consciente" nos EUA)
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